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23/06/2009

O Vinho do Porto, pelo nosso colega Adérito


Vinho do Porto

Foi numa tarde quente e soalheira de Junho, que um grupo de alunos da AUTITV entrou nas Caves Ferreira em Gaia, para uma prova de Vinhos de Porto e uma prelecção sobre os mesmos, que irei de uma forma sucinta tentar descrever.

«O Vinho do Porto só pode ser bebido como aperitivo ou vinho de sobremesa».

É popular a ideia de que, quando o Vinho do Porto não é bebido como aperitivo, é servido para acompanhar queijo e doces. Ambos são muito agradáveis, mas a diversidade de estilos faz do Porto o vinho ideal para acompanhar em muitas outras ocasiões. Com um pouco de imaginação e ousadia, podemos combinar o vinho do Porto com diferentes comidas, diferentes ocasiões e diferentes pessoas.

Porto Branco: Com notas de carvalho e frutos doces ao olfacto, é talvez um dos vinhos mais versáteis de combinações com comidas. A sua doçura (laivos de sabor a mel) corta a austeridade dos queijos curados e frutos secos, é normalmente usado como aperitivo para acompanhar acepipes e entradas, pode e deve ser servido fresco.

Porto Tawny: De tipo baunilhado e mel com travo a amêndoas e especiarias, desenvolvem-se durante o envelhecimento do vinho em pipas de carvalho. Mesmo os Tawnies mais novos (três anos em pipas de carvalho) possuem camadas complexas de sabores que podem ser combinados igualmente bem com pratos de carne ou doces.

Quando este vinho tem mais de sete anos de pipa – Colheita do Ano , Reservas, torna-se demasiado complexo para acompanhar chocolate (a combinação dos dois poderá ser demasiado doce), é ideal para uma variedade de sobremesas, como leite creme, ou frutos de verão maduros.

Tawnies de 10, 20, 30, 40 anos. Como sabem a fermentação hoje em dia é normalmente feita em lagares de inox com maceração pelicular e remontagem à temperatura de 30º c, a adição de aguardente vínica faz parar a fermentação. Estes vinhos fazem um estágio em pipas de madeira durante períodos de tempo variáveis. O vinho final corresponde à média aproximada das idades dos diferentes vinhos participantes no lote; o teor alcoólico do Vinho do porto é de 20%.

Porto Vintage: O rei dos vinhos do Porto que em anos excepcionais de produção é declarado pelo Instituto do Vinho do Porto. Após dois anos de estágio em pipas é engarrafado com uma rolha especial ficando a garrafa deitada, o vinho vai evoluir durante muitos anos podendo ser bebido após quinze anos de envelhecimento, ou nalguns casos durar este processo cem ou duzentos anos. Depois de aberta a garrafa deve-se consumir o vinho durante as próximas 24 horas. Um Vintage poderá gerar um equilíbrio perfeito com um bolo rico de frutos secos e fruta cristalizada.

Porto Late Bottled Vintage: Após quatro anos de estágio em pipa é também engarrafado com rolha especial, devendo estar deitado na garrafeira durante pelo menos sete anos. Possui os sabores mais intrincados de entre os estilos dos Vinhos do Porto, imagine meter à boca de uma só vez um pedaço de amoras, framboesas, cerejas e ameixas misturadas com chocolate preto, café e hortelã fresca … e terá uma ideia deste tipo de vinho. Excelente para servir com praticamente todas as variedades de queijo e chocolate.

E assim termino a doce recordação desta viagem da AUTITV ao Porto, bebendo mais um copo de Vinho Fino que é o nome dado na zona de produção.

Adérito Moreira

10/06/2008

Na Rota de Junot - Visita de estudo

A Associação para a Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras organizou uma visita de estudo para comemorar o bicentenário das batalhas da Roliça e Vimeiro.
Esta viagem , embora tendo iniciado em Torres Vedras, dirigiu-se directamente à Figueira da Foz , ao forte de Santa Catarina, na foto em baixo.Aí estava uma guarnição de 300 fuzileiros da Armada Britânica que assegurava a posse da barra do Mondego e consequentemente o desembarque das tropas Inglesas.
A nossa viagem de regresso partiu desse ponto tendo tocado todos os locais de interesse no desenrolar destas duas batalhas:A praia de Lavos onde ocorreu o desembarque, Montemor-o-Velho onde o general wellesley se reuniu com o comandante das forças portuguesas para estabelecer o plano de operações.
Em Óbidos e no monte da Columbeira observámos o teatro das operações bélicas da batalha da Roliça com a explicação apaixonada de um representante da Câmara de Óbidos e por último fomos recebibos na Junta de Freguesia do Vimeiro, onde podemos ver uma exposição alusiva ao1º centenário da batalha do Vimeiro(1908) e à visita do rei D. ManuelII e também visitar o monumento erigido no local da batalha acompanhados pelo Professor Eduardo.
Toda a visita foi orientada cuidadosamente pela Doutora Maria Rita Sarreira .
Alcinda Sá Leal

Na Rota de Junot