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07/05/2009

Ética e Capitalismo


Ética e Capitalismo

A convite do Dr. Bento Pereira, professor na AUTITV, assistimos no passado dia 6 nas instalações da nossa Universidade, à palestra “Ética e Capitalismo” proferida pelo Professor Doutor João César das Neves, catedrático da Faculdade de Ciências Empresariais e Económicas da Universidade Católica Portuguesa.

É tarefa difícil resumir em poucas linhas tantas ideias ali abordadas.
O que é que se deve fazer para se ter ética? O que um considera ética pode não representar o mesmo para outro. Mas se seguirmos esta regra tão popular “Não faças aos outros aquilo que não queiras que façam a ti” é mais, mas mesmo muito mais, do que meio caminho andado para se a obter.

É comum ouvir dizer-se que o capitalismo ou a economia não têm regras. Na realidade cometem-se crimes, fraudes, erros. Mas também há virtudes. Salvo algumas excepções, o mundo está a viver melhor do que no tempo dos nossos antepassados.

Debrucemo-nos no caso da esperança de vida. Há 200 anos não chegava aos 40 anos. E hoje? Até já se tornou um drama para a segurança social.

Das palavras de César das Neves muito mais haveria para reflectir.
Há sempre alguém que discorda, pois o tema é bastante sensível e toca a todos, mas, no fim da palestra, e depois de responder às questões colocadas, os aplausos não faltaram.

Joaquim Cosme.

21/04/2009

Ética e Filosofia


Drs Leonel Ribeiro dos Santos e Bento Pereira com elementos da Direcção.

ÉTICA E FILOSOFIA

Na AUTITV, no passado dia 25 de Março tivemos o prazer de assistir a uma palestra sobre ética e filosofia proferida pelo professor doutor Leonel Ribeiro dos Santos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Havia sido convidado pelo nosso professor Bento Pereira da disciplina Conversar Ciência.

O que é a ética? O que é a filosofia? Nunca se obtém uma resposta definitiva. Há sempre algo que fica sem resposta.

O conferencista leu-nos e comentou-os textos de Epicuro, de René Descartes e de Vergílio Ferreira. Cada um destes autores tem a sua opinião acerca destas questões.

Epicuro entende que não há idade para filosofar pois a filosofia até pode ser interpretada como uma espécie de ginástica da mente que permite a quem já tem uma certa idade, como nós alunos da AUTITV, ter a agilidade e a robustez de um jovem. Kant chamou a Epicuro mestre da virtude pois plantou flores onde outros colocam espinhos.

“Viver sem filosofar é na verdade ter os olhos fechados…” disse Descartes acrescentando que o que se descobre por meio da filosofia nos dá uma satisfação superior à que se obtém naquilo que a nossa vista descobre.

Vergílio Ferreira afirmou que só nasceu realmente no momento em que chamou a si a solução ou recusa de problemas que outros haviam padronizado.

Leonel Ribeiro com a sua palavra fluente e sorridente cativou a assistência que enchia a nossa sala principal. Disse-nos que a ética sempre existiu embora não se falasse nela. A partir de 1970 quase se tornou moda. Agora até se fala da ética ambiental ou da ética dos animais. Mas quando se fala da falta de ética dos outros é importante que se olhe para nós.

Nas suas palavras iniciais de apresentação disse-nos que não vinha para uma conferência mas para uma troca de impressões. Sem se dar por isso já haviam passado 90 minutos. Não cansava ouvi-lo mas a “ética” aconselhava a terminar esta “troca de impressões”.

E ainda houve tempo para responder às várias questões que lhe foram colocadas e sempre com o mesmo sorriso inicial.

Joaquim Cosme

18/02/2009

Visita ao Banco de Portugal





Durante a tarde de hoje foi efectuada uma interessante visita ao Banco de Portugal, na Av. Almirante Reis, por um grupo de alunos da nossa Escola, por iniciativa do prof. de “Conversar Ciência”, Dr. Bento Pereira.

A visita constou de duas partes – uma em auditório e outra no Museu do Banco.
A apresentação em auditório foi efectuada por um assessor do Governador do Banco de Portugal, que nos explicou detalhadamente a evolução do Banco deste os tempos da monarquia até aos dias de hoje, tendo-lhe sido postas diversas questões, entre as quais aquelas que mais “aquecem” actualmente o meio económico/financeiro português, de todos conhecidas.

Na segunda parte tivemos uma visita guiada por outro funcionário do Banco, ao Museu do mesmo, muito valioso, onde além de equipamentos muito antigos que serviam para o fabrico de notas, vimos também equipamento moderno e sofisticado para a detecção de notas falsas. Foram-nos ainda mostradas algumas notas verdadeiras “mas falsas” do tempo de Alves dos Reis, moedas antigas e modernas, uma barra de ouro e outras “jóias” do nosso sistema monetário.

Por fim foram ainda amavelmente oferecidos alguns saborosos bolos.

12/06/2008

Prova de vinhos

Vinho novo, vermelho violeta, aroma a frutos vermelhos, sabor frutado, macio e persistente

É sucinta minha opinião sobre o privilégio:
Quando concedido é obrigatório aproveitar.
Foi o caso.
Inscrito em Conversar Ciência, sob a orientação do Professor Bento Pereira, poucas vezes compareci, azar o meu, por incompatibilidade de horários.
Todavia, gentileza sua, fui incluído na visita hoje feita à Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, em Torres Vedras, onde fomos presentes e activos numa prova de vinhos
Contou a visita com prévios esclarecimentos do Senhor Engenheiro João Ghira sobre as regiões vinícolas do nosso País, designadamente a da Estremadura, castas, estatísticas e classificação de vinhos.
Na prática da prova fomos orientados pela nossa colega Lucinda Abrantes, engenheira formadora de provadores.
Assim subimos, degrau a degrau, a escada da prova de dois brancos e um tinto, como provadores ocasionais.
Da forma correcta de pegar no copo ao uso adequado dos nossos sentidos, apreendendo cor, gosto, aroma e qualidades intermédias e terminando pela classificação, nem sempre unânime, não se tendo podido usufruir das virtudes do silêncio, pela inquietude de alguns colegas.
Ultrapassadas as minhas expectativas fica aqui o meu testemunho e gratidão pela proveitosa visita. Bem hajam

E ainda por cima os vinhos eram óptimos !!!
Carlos Alberto

22/05/2008

O homem pensa, a obra nasce...


Avisos à entrada da barragem
Grupo de alunos com o Sr. Victor Rodrigues.
(fotos cedidas pelo nosso colega J. Cosme).
Foto da Barragem
Com a ajuda preciosa e o entusiasmo sempre latente do nosso prof. Carlos Silva, começou o voo do blog dos alunos da Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras

Este blog nasceu no dia em alguns de nós fomos fazer uma simpática viagem de estudo à barragem do Castelo do Bode.

Dia chuvoso, tristonho mas bastante agradável. Viajamos de autocarro, com o Sr. Fidalgo ao volante. Almoçamos tipo piquenique no Parque de Constância, mesmo à beira Zêzere. Depois do almoço partilhado, fomos beber um cafézinho.

Lamentavelmente o nosso prof Dr. Bento Pereira não nos pôde acompanhar devido a ter falecido uma pessoa de família.

Antes de entrarmos na barragem passamos a pé pelo paredão da mesma, podendo apreciar, dum lado a albufeira e do outro, o antigo leito do rio por onde passam as águas depois de fazerem funcionar as turbinas.

A barragem do Castelo do Bode fica no rio Zêzere. A sua construção iniciou-se em 1945 e ficou concluída em 1951. Teve na direcção um projectista inglês, A.Coyne, e foi sua construtora uma empresa Portuguesa Moniz da Maia & Vaz Guedes.

No inicio da visita fomos informados que não era permitida a entrada de pessoas com pacemakers ou quaisquer implantes metálicos. E também que, no caso dos geradores estarem a trabalhar, tínhamos que obrigatoriamente usar protectores auriculares, devido ao elevado nível de ruído naquela zona - cerca de 85 decibéis.

Foram muitas as informações recolhidas durante esta visita, cujo cicerone era um funcionário da EDP sr. Victor Rodrigues, pessoa de trato afável e que nos proporcionou uma agradável aula de ciência ligada às coisas da electricidade. O seu profissionalismo e saber contribuíram muito para que todos ficássemos bem informados...

Uma dessas informações foi que, a nível mundial, Portugal tem dos melhores construtores de barragens e que a nível europeu tem os melhores observadores de estruturas de barragens.

Na área da observação constante da estrutura da barragem, existem vários pontos de verificação periódica para detecção de possíveis desvios - fios de prumo colocados em pontos estratégicos e que são verificados diariamente e além disso sistemas de pernes fixados no cimento que medidos com aparelho próprio têm que manter ter sempre a mesma distancia entre si, isto deste o inicio da barragem.

Estivemos na casa dos geradores, aparelhos que fabricam a electricidade que consumimos. Estes geradores estão ligados a um veio enorme que por sua vez tem umas grandes pás que são accionadas quando a água passa por elas. Este movimento rotativo produz a electricidade. A barragem tem três destes geradores principais e mais dois auxiliares, sendo que um destes fabrica a electricidade para consumo próprio da barragem.

Actualmente todo o comando destes aparelhos é feito informaticamente, estando em desuso os antigos sistemas manuais e semi-automáticos, que embora desactivados já tiveram a sua época.

De salientar que existe um pequeno museu onde são mostradas as várias peças e equipamentos que faziam parte do funcionamento da barragem.

De referir também que a lagoa desta barragem abastece de água três milhões de pessoas onde se inclui Torres Vedras e a zona da grande Lisboa.

Leandro Guedes