04/04/2025

Feliz Páscoa


 Período de Férias da Páscoa - 14 a 24 de abril, inclusive.

02/04/2025

Faleceu José Quaresma Ramos

É com enorme pesar que a AUTITV comunica o falecimento do ex professor e sócio da AUTITV, José Quaresma Ramos. 

O corpo chega para velório aos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras às 17h30 do dia 2 de abril.

Dia 3 de abril, às 15h30, realiza-se a missa de corpo presente nos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras seguindo para cremação às 16h30.

A Direção da AUTITV manifesta sentidas condolências à família.

24/03/2025

XX Encontro Nacional das Universidades Seniores e Visita a Castelo Branco_30.05.2025

 

Festival de Teatro da RUTIS na Venda do Pinheiro_23 de maio

 


Encontro de Grupos Musicais das Universidades Seniores do Oeste - Torres Vedras - 16.05.2025


Vai ter lugar no dia 16 de maio o “Encontro de Grupos Musicais das U.S. do Oeste”, e para o qual precisamos de colaboração dos nossos alunos/associados para:

- Padrinhos/Madrinhas das Universidades Convidadas (necessários para rececionar os grupos à saída dos autocarros, acompanhar até ao pavilhão multiusos para entrega dos lanches partilhados, deslocar-se com os mesmos até ao Teatro Cine e, após término do evento, dirigirem-se para o lanche no pavilhão multiusos e, no final, acompanhá-los ao autocarro);

- Equipa para receber e organizar os lanches.
A Direção da AUTITV agradece a disponibilidade e colaboração.  

Visita de estudo ao Colonato Agrícola de Pegões - 9.05.2025

 

Palestra_Roupas de corpo, de cama, e outros legados testamentários, na Idade Moderna Torriense_8.05.2025


 

Atuação do grupo G70_Músicas Latinas - 02.05.2025


 

Encontro de Danças das Universidades Seniores do Oeste na Nazaré - 29.04.2025


 

Grupo de Teatro apresenta: Três Poetas na Praia de Santa Cruz_11.04.2025


 

Colóquio_A sustentabilidade do Turismo em Itália_04.04.2025


 

Atuação do grupo G70_Músicas do Alentejo - 03.04.2025


 

17/03/2025

Colóquio: "Os nonagenários" de 2024 em Itália - 14.03.2025


Incluído no Plano de Atividades da AUTITV, realizou-se no dia 14 de março um colóquio inserido na disciplina de Italiano: “Nonagenários de 2024 em Itália”, desenvolvido por Trindade Miranda Santos, aluna da Língua e Cultura Italiana nesta Universidade.

Apresentou uma síntese biográfica destas 3 personagens (Sophia Loren, Giorgio Armani, Ornella Vanoni) tão importantes na cultura e sociedade italianas e destacou em pequenos vídeos momentos chave da vida e carreira dos mesmos, sendo alguns já relativos ao ano de 2025.

Trindade Miranda Santos

14/03/2025

Visita à exposição “Histórias do Zambujal: 50 anos do Instituto Arqueológico Alemão em Torres Vedras

No dia 13 de março, os alunos de História Local foram ao Museu Municipal Leonel Trindade em TORRES VEDRAS ver a exposição “Histórias do Zambujal: 50 anos do Instituto Arqueológico Alemão em Torres Vedras”, Orientada pela Dra. Isabel Luna.

No acesso ao claustro, há um corredor, onde pudemos observar uma Cronologia Comparativa da História do Vale do Sizandro com a História do Próximo Oriente, do Mediterrâneo, e da Europa, durante o Holoceno (últimos 12 mil anos) enquadrada pelas temperaturas ambientais, inovações tecnológicas e conflitos sociais.

Entrando no Museu, ali estão os descobridores do Zambujal. Salienta-se o torriense Leonel Trindade que nas suas investigações, descobriu o Zambujal em 1938, e foi o responsável pelas primeiras escavações em 1944, em 1959 e 1960, tendo sido acompanhado nos dois últimos anos pelo Dr. Afonso do Paço, oficial, médico e investigador.

Leonel Trindade (1903 -1992) foi então, convidado pela seção de Madrid do Instituto Arqueológico Alemão a continuar esse trabalho, o que aconteceu entre 1964 e 1973, período durante o qual se efetuaram sete campanhas que foram novamente repetidas em 1994/95.

A partir de 1996, as escavações periódicas resultaram de uma parceria entre o referido Instituto Alemão e o Instituto Português de Arqueologia, com o apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras.

Atravessámos um corredor escurecido, que nos remetia para o ambiente duma gruta, onde está a imagem da Cova da Moura, gruta sepulcral coletiva com cerca de 5 mil anos, situada na área dos Cucos, explorada em 1932 por Leonel Trindade (1903 -1992) e Aurélio Ricardo Belo (1877 -1970)

O corredor dá acesso à SALA 1 que refere a “HISTÓRIA DO POVOADO FORTIFICADO DO ZAMBUJAL (Monumento Nacional desde 1946) E ÁREA ENVOLVENTE”.

Iremos, portanto, observar espólio do Mesolítico (período de transição entre o Paleolítico e o Neolítico).

Os grupos humanos começaram a explorar ao máximo os recursos do bosque e das terras com pequenos mamíferos.

Nos estuários dos rios, formaram-se os grandes concheiros (grande acumulação de conchas de moluscos, como a ostra e o berbigão).

Nestes locais, as comunidades faziam diversas atividades diárias e, enterravam os seus mortos.

O castro possui um recinto interior com cerca de 50 metros de diâmetro, reforçado com bastiões circulares e semicirculares com uma espessura entre 5 a 10 metros.

Estas estruturas foram posteriormente reforçadas com duas linhas de muralhas e uma barbacã, em cujos alçados parecem abrir-se eventuais seteiras.

Trata-se de um espaço bem preservado deste povoado do IIIº milénio a. C. embora a sua finalidade ainda constitua uma incógnita. Numa fase mais tardia foram ainda erguidas torres ocas.

A destruição parcial do povoado deve ter ocorrido por volta de 1700 anos a. C.

Pudemos observar nas vitrines: ídolos cilíndricos antropomórficos de calcário, placas antropomórficas de xisto e objetos de uso quotidiano: machados e enxós de pedra polida, pontas de seta, punhais em sílex, alfinetes em osso, um grande número de objetos de adorno (contas de colar de pedra, amuletos com representações zoomórficas ) e Ídolos cilíndricos.

A conservação das diversas peças possibilitou a reconstrução da história do Calcolítico e suas inovações: fundição do cobre, a evolução da estratégia de defesa nas alterações das fortificações, a configuração das pontas de seta e o Campaniforme.

O abandono da fortificação dá-se entre o III e o II milénio.

O Zambujal revelou mais áreas de extensão, com cerca de 25 hectares. Iria até ao topo do cabeço da Calvina, perfazendo 49 ha. Aqui também se vão encontrando vários achados, que contam a história do pós- Calcolítico.

Embora se ignore, se os construtores do povoado seriam indígenas ou originários do Mediterrâneo Oriental, é quase certo que se dedicavam à prospeção, mineração e metalurgia do cobre e que desenvolveram intensas relações comerciais, dentro e fora da Península entre 3000 e 2500 a. C.

Possui duas fases construtivas: primeira chamada "horizonte de importação", segunda pertencente ao “período campaniforme”.

Sala 2 – Apresenta uma visão geral da história do Vale do Rio Sizandro, desde o Mesolítico, (IXº milénio a.C.) à Idade do Bronze (1º milénio a. C.) com relevo e paisagem muito diferente da atual.

Durante o ultimo período glacial, devido ao nível baixo do mar, os rios escavam vales profundos e estreitos no terreno.

A partir do Holoceno, (Quaternário) dá –se a subida do mar, a água salgada invadiu os vales, e o rio Sizandro chega à Ribeira de Pedrunhos e forma um vasto estuário.

Sala 3 - Refere o Reino dos Mortos

Foram encontrados, os espólios das sepulturas coletivas do Calcolítico Inicial e Calcolítico Final.

Há pontas de seta de sílex, pontas de “tipo Palmela”, punhal de cobre e braçal de arqueiro para proteger o braço do impato da corda do arco, placas de xisto decorados e ídolos cilíndricos de calcário ou de cobre.

Está ainda exposto:

Espólio da Idade do Bronze, destacando o tesouro áureo do Bonabal.

Nesta época encontramos quatro tipos de sepulcros: grutas naturais e abrigos, grutas artificiais, sepulturas megalíticas e “Tholos”, que podiam ser locais dedicados a práticas religiosas de um culto desconhecido.


LOCAIS, EM TORRES VEDRAS, ONDE FORAM ENCONTRADOS VESTÍGIOS DESTA ÉPOCA:

Boiaca – SERRA dos CUCOS; Castro da Achada - MONTE REDONDO; FORNEA – MATACÃES; PENEDO – BACIA DE RUNA; CASTRO DO ZAMBUJAL; PICHEIROS; CABEÇO JARDO; MONTE PENA; CABEÇA GORDA; CABEÇA DA ARRUDA; BOLORES (gruta); COVA DA MOURA; BARRO; COLHEIRINHA; ABRIGO DA CARRASCA; BORRALHEIRA; PICO AGUDO; VALE DA FAZENDA.


Maria Rita Sarreira


13/03/2025

Relatório da Visita de Estudo à Universidade Sénior de Torres Vedras

No dia 10/03/2025, os alunos do RVCC Profissional de Técnico Auxiliar de Saúde realizaram uma visita de estudo à Universidade Sénior de Torres Vedras com o objetivo de proporcionar aos alunos uma compreensão prática dos princípios do envelhecimento ativo e saudável, bem como observar as atividades e programas oferecidos pela Universidade Sénior de Torres Vedras. A receção foi calorosa e os alunos foram acompanhados pela Presidente da Direção, Dra. Dulce Geraldes, que apresentou as instalações e explicou a
missão da universidade.

Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de assistir a diversas aulas/atividades, incluindo: aulas de viola, onde alunos e professor demonstraram técnicas de dedilhado e interpretação musical. Estas aulas são extremamente benéficas, pois estimulam a criatividade, aprimoram a coordenação motora e promovem o bem-estar emocional; oficinas de artes e artesanato, aí pudemos observar várias alunas a pintar em azulejo e apreciar a exposição de algumas máscaras de Carnaval confecionadas pelos alunos. Estas atividades incentivam a socialização, a construção de amizades e a autoestima. A interação social regular pode combater a solidão e a depressão, comuns entre os idosos, promovendo o sentido de pertença e propósito; sessões de ensaio da Tuna, particularmente de duas canções populares portuguesas, na qual foi possível apreciar a riqueza cultural e a beleza melódica da música tradicional, além de observar a dedicação e o talento dos cantores da Tuna. A concentração necessária para participar nesta atividade treina a memória e ajuda a desviar a mente de preocupações e a promover um estado de relaxamento e bem-estar.
Concluindo, a visita à Universidade Sénior de Torres Vedras foi extremamente enriquecedora para os visitantes. Eles puderam observar na prática os princípios do envelhecimento ativo e saudável e compreender a importância de programas e atividades que promovem o bem-estar dos idosos. Esta experiência certamente contribuirá para a formação dos alunos e para a sua futura prática profissional. Resta-nos agradecer a oportunidade de visitar a sede da associação e desejar muito sucesso para os vossos projetos futuros. Contem sempre com o nosso apoio e admiração.

Os alunos do RVCC Pro Técnico Auxiliar de Saúde

07/03/2025

Carnaval na AUTITV

Este ano com o tema dos 50 Anos do 25 de Abril, muito se falou sobre qual seria a máscara a usar no Carnaval. Foram feitas reuniões, escolhido o traje e o material. Uma palavra de agradecimento à professora Ana Marcelino, que com a sua criatividade, entusiasmo e empenho nos guiou na realização do traje.

No dia 27 de fevereiro realizou-se um convívio na AUTITV, onde não pôde faltar animação e dança.



Juntou-se a este convívio, o grupo das Majorettes de Wellington, que a convite da ASSIM, veio novamente participar no Carnaval de Torres Vedras. Antes do lanche foi feito uma arruada pelas ruas da cidade.



No dia 28 de fevereiro, O Grupo da AUTITV participou no Corso Escolar, pelas ruas da cidade.



Um cravo seria!

E deste modo, 14 arrebitados cravos resistiram á chuva nessa sexta-feira,



Valeu-nos ter chegado cedo, porque há hora do cancelamento do corso, devido á chuva, já tínhamos dados duas voltas ao percurso.

Como se comemorava a revolução, não podíamos ficar em casa no sábado. Secámos os cravos e com uma atitude corajosa e “revolucionária” fomos participar no desfile de “Grupos”.

Muito Obrigada a TODOS que estiveram nesta aventura tão divertida, Carnaval de 2026 cá te esperamos.

Obrigado, AUTITV


“AUTITV, tu és encontro

És vida, calor, saber

És um verso de poema

Cantado ao entardecer.”


Ana Isabel Ladislau

24/02/2025

Visita à Assembleia da República_20.02.2025

No dia 20 de Fevereiro de 2025, a AUTITV foi à Assembleia da República, para uma visita ao Palácio de São Bento, um antigo convento Beneditino - MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA SAÚDE -, assim designado pelo facto de a sua construção ter sido erigida num espaço/terreno denominado "Quinta da Senhora da Saúde".

A visita, que contou com um significativo número de alunos ( mais de meia centena), foi proposta pelo Senhor Deputado Dr. Marco Claudino, que gentilmente acompanhou todos os alunos ao longo deste dia, primeiro até à Casa do Parlamento -Centro Interpretativo-, depois ao Palácio, onde foram visitadas as salas mais famosas do edifício e finalmente ao Hemiciclo, onde o grupo assistiu a uma Sessão Plenária.


Esta visita ao Palácio foi guiada por dois funcionários da Assembleia da República (Paula Cristina e António Santos), que, com a sua competência e vasto saber, facultou-nos, a todos os níveis, detalhados conhecimentos que nos permitem classificá-la como UMA VISITA DE EXCELÊNCIA."


À Autitv, ao Dr. Marco Claudino, aos guias Paula Cristina e António Santos e à Câmara Municipal de Torres Vedras pela cedência do transporte para a deslocação dos alunos a Lisboa, o nosso BEM HAJA.

Maria Albertina Granja

20/02/2025

Palestra_O Esplendor do Barroco em Torres Vedras - 28.03.2025

 

Assembleia Geral Ordinária_27.03.2025

Os sócios que pretendam analisar previamente os documentos a aprovar no ponto um da ordem de trabalhos: Apresentação e votação do Relatório e Contas do ano 2024 e Parecer do Conselho Fiscal, têm disponíveis para levantar, na secretaria da AUTITV, nos dias 24 e 25 de março, os cadernos da Assembleia com os documentos a aprovar.

17/02/2025

Exposição “As Máscaras”

Inaugurou no dia 14 de Fevereiro, na AUTITV, a Exposição “As Máscaras” envolvendo as turmas das Disciplinas de “Cerâmica” orientada pela professora Conceição Anes, “Decoração em Cerâmica” orientada pela professora Patrícia Ballu e “ Oficina do Papel” orientada pela professora Manuela Cabaça. Num verdadeiro cruzamento de conteúdos e linguagens artísticas, que originou derivas inesperadas, uma diversidade de autoras com as suas pulsões criativas, as suas técnicas, as suas ferramentas… mobilizaram os conhecimentos adquiridos nas aulas, os seus sonhos e imaginação para, num trabalho coletivo e de reciprocidade, ou seja, com o reconhecimento da importância de cada “outro” nesta exposição, darem a ver as “suas” máscaras tornando o átrio da nossa Universidade Sénior um lugar de livre circulação de olhares, um laboratório do pensamento, aberto a todos os possíveis, uma porta para a imaginação.

No dia da inauguração foi proferida ainda a palestra “Desmascarar as Máscaras, a pequena ponta de um grande novelo” em que Ana Meireles procurou dar a conhecer a história das máscaras, máscaras ritualísticas, protetoras, da humilhação e da vaidade, máscaras para curar e para torturar, máscaras de guerra e de paz, máscaras visíveis e invisíveis … com o singelo objetivo de rasgar as neblinas do tempo numa perspetiva ativa e pedagógica e visando o conhecimento de um longo passado que é sempre um país estrangeiro ou uma língua que precisa de ser descodificada.

A exposição e a comunicação partilham assim um território comum, são fios que se tecem e entretecem contribuindo para o enriquecimento do nosso vocabulário existencial.


Ana Meireles

16/02/2025

PSICOSSOCIOLOGIA DA ARQUITECTURA

1. Decorreu, na AUTITV, no passado dia 13 de Fevereiro, uma palestra sobre o tema acima enunciado, conduzida pelo Dr. Luís Cara d´Anjo, psicólogo de formação e que, graciosamente, colaborou com a Universidade Sénior de Torres Vedras.

Foi especialmente focada a humanidade da arquitectura, a ligação desta ao ambiente e às pessoas, com todos as suas necessidades, físicas, materiais e espirituais.

Nos dias de hoje, para uma grande parte das pessoas, a casa funciona como castelo, refúgio, porto de abrigo, atmosfera de conforto, memória familiar, uma 2.ª pele…

A cidade ideal, de acordo com os presentes, transmite tranquilidade, mais dimensão humana, proximidade familiar e afectiva, pessoas com rosto, não indiferentes umas das outras, inclusiva, com histórias pessoais, e com ligação às origens das pessoas. É uma cidade com funcionalidade e conforto, sustentável, direccionada para a saúde e bem estar de todos, com eficiência energética, habitação acessível, espaços públicos e espaços naturais, inovação e tecnologia, diversidade cultural, …

Isto é. Cidades onde os espaços são organizados para trabalhar, estar, comunicar, conviver, usufruir dos tempos livres, …viver…

Em termos comparativos, todos os presentes, independentemente da sua origem geográfica, portuguesa ou não, consideram Torres Vedras uma cidade amiga das pessoas e do ambiente.

2. A arquitectura evoluiu ao longo do tempo, reflectindo os mundos sociais, os avanços tecnológicos, as novas necessidades e, nomeadamente, com os diferentes estilos arquitectónicos, diferentes materiais de construção, nomeadamente os locais (adobe, xisto, palha, madeira…).

Podem citar-se alguns exemplos ao longo dos tempos:

Dolmens,

Estruturas em palha ou em barro,

Pirâmides (Egipto, África, América, Ásia…),

Zigurates na Mesopotâmia,

Jardins Suspensos da Babilónia,

Parténon de Atenas,

Catedrais (e outros edifícios) românicas, góticas, barrocas, neo-clássicas, neogóticas, estilo arte nova, pós modernismo.

Palácio do Planalto

Casa da Cascata…

3. As tendências do urbanismo, em dado momento, têm a ver e influenciam o ambiente físico, social e ambiental, gerando uma dada psicologia ambiental, face aos espaços naturais, luz natural, espaços comunitários, acessibilidade física e social e dimensões adequadas para fomentar a interacção entre as pessoas e a coesão social, as cores mais quentes (acolhedoras) ou mais frias (mais stressantes), a diversidade cultural e as simbologias relativas às pessoas, às suas crenças e símbolos…

Resumindo:

A arquitectura evolui com o tempo e com os homens, reflectindo os vários mundos sociais e as suas novas necessidades físicas e espirituais, os avanços tecnológicos alcançados…

E como também diziam os poetas (António Gedeão/Rómulo de Carvalho; Manuel Freire):

(…) Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral

Pináculo de catedral (…)

(…)

Eles não sabem, nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que um homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança…

Maria do Carmo Dias

13/02/2025

Barcelona e Montserrat

Arte, cultura e sabores da Catalunha

No dia 3 de fevereiro de 2025 iniciámos a nossa visita a Barcelona, partindo de Torres Vedras às 4 h da manhã, em autocarro, para embarcar no aeroporto de Lisboa em voo da TAP às 7h 05m.

Lá encontrámo-nos com a guia acompanhante Liliete Matias, que nos acompanhou toda a viagem.


Em Barcelona esperava-nos um autocarro que fez um tour pela cidade onde tivemos o primeiro contacto com esta magnífica e cosmopolita cidade com uma arquitetura moderna com destaque para as obras de António Gaudi. Passámos pela Gan Via, Praça de Espanha com as suas duas Torres Venezianas, Praça de Catalunha, Passeio de Grácia onde se encontram as célebres casas de Gaudi. A casa Batlló completada em 1907, ilustra o triunfo de São Jorge sobre o dragão e cuja fachada coberta de mosaicos de cerâmica azuis, verdes e ocre representam as escamas do dragão e o seu telhado ondulado as costas. A casa Milá, conhecida pela “A Pedreira” construída entre 1906 e 1912, é um edifício de apartamentos de luxo com 7 pisos inteiramente em colunas, sem uma única linha reta ou ângulos retos, a fachada ondulada e no telhado chaminés de formas estranhas.

De seguida fizemos uma breve paragem no Porto Olímpico com os seus belos passeios, a
nova marina, restaurantes, cafés, bares modernos, que se tornou numa animada zona noturna de diversão. Os edifícios mais altos de Espanha presidem imponentes sobre o porto, a Torre Mapfre e um Hotel de 5 estrelas. Ali ao lado uma escultura em bronze de um peixe, de Frank Gehry (arquiteto do Museu Gugenheim em Bilbau).

Sendo horas de almoço dirigimo-nos para o restaurante buffet “El Fresco” e no fim para o hotel “Catalonia Park Guell”, onde descansámos até à hora de jantar servido no hotel.

No dia 4, após o pequeno-almoço partimos de autocarro para passar o dia inteiro na cidade.
Começamos pela visita à “Sagrada Família”. Gaudi começou esta obra em 19 de março de 1882 e o seu sonho era incluir 3 fachadas representando o Nascimento, a Morte e Ressurreição ou vida eterna de Cristo e 18 torres em mosaico simbolizando os 12 apóstolos, os 4 evangelistas, a Virgem Maria e Cristo. Na altura da sua inesperada morte em 1926 (morreu atropelado por um elétrico) apenas estava concluída a cripta (onde foi sepultado) e uma das torres, a maioria da fachada oriental a do Nascimento e a abside. A obra tem vindo a ser concluída prevendo-se que em 2030 se finalize. Em 2010 o Papa Bento XVI consagrou-a como Basílica. No seu interior as colunas fazem lembrar uma floresta, abrindo-se em ramos até ao teto que segura a estrutura. É iluminada por claraboias, janelas e vitrais de vários tons.



No fim da visita e depois do almoço uma guia local, Maria, que falava fluentemente português, acompanhou-nos numa visita guiada pela cidade velha. As suas raízes remontam ao século I AC, quando soldados romanos estabeleceram uma colónia chamada Barcino. Atualmente as ruínas romanas encontram-se nas caves dos prédios e foram descobertas quando da reconstrução dos imóveis. No meio de um aglomerado de ruelas e becos ergue-se
a Catedral Gótica, uma das mais bonitas da Europa, construída sobre os restos de uma antiga basílica cristã e uma igreja românica, entre o fim do século XIII e meados do século XV. Apreciamos também, na cidade velha o Palácio da Música Catalã, encomendado pelo Orfeão Catalão em 1904. É uma das grandes obras-primas modernistas e um símbolo do renascimento da cultura catalã. Da fachada nua, de tijolo sobressaem as colunas de cerâmica coloridas, janelas fantásticas e os bustos de Palestrina, Bach, Beethoven e Wagner. Passámos pelo Museu da História de Barcelona sediado numa mansão medieval transferida para aquela local pedra por pedra quando da construção da Via Laietana. O nosso passeio terminou com uma visita ao Museu Picasso.
Este museu exibe trabalhos dos primeiros anos do pintor, que com apenas 15 anos pintou o Retrato da Tia Pepa, A Comunhão da Irmã, Ciência e Caridade entre outros. Outros trabalhos pertencem ao período azul, rosa, cubista e neoclássico, destacando-se As Meninas de Velasquez e o retrato da sua mulher Jacqueline.




Após esta visita seguimos a pé pelas largas avenidas até ao Arco de Triunfo e daí, em táxis, seguimos para o restaurante para jantar e daí para o hotel.

No dia seguinte, dia 5, após o pequeno almoço, seguimos num minibus para Montserrat a
cerca de 50 Kms de Barcelona, uma montanha sagrada, assim denominada pelas formações rochosas serradas, com cerca de 1200 m de altitude. Milhares de pessoas vêm venerar a imagem medieval da Virgem Maria com o Menino, chamada” A Morenita” ou “Virgem Negra”, enegrecida pelo fumo de milhões de velas acesas ao longo dos séculos e festejada a 27 de abril, que se encontra por cima do altar mor da Basílica de um mosteiro fundado em 1025. É famoso pelo seu coro “La Escolania”, um dos mais
antigos coros de rapazes e remonta ao século XIII e que canta todos os dias às 13h e ao qual pudemos assistir. Antes, ainda provamos um queijo típico desta região, o queijo “Mató”. Este Mosteiro tem um Museu que também visitamos. Tem um vasto acervo de peças de arqueologia de Chipre, Egito, pinturas renascentistas de Caravaggio, de pintores catalães, de El Greco, Picasso, Monet, Miró e Salvador Dalí, uma sala com ícones da igreja ortodoxa e uma outra com várias representações da Virgem Negra. Após o almoço num restaurante local alguns elementos de grupo subiram no funicular até ao cume de um dos picos. Regressamos à cidade e ficamos na Barceloneta, a praia de Barcelona, caminhámos pelo paredão até ao restaurante onde jantámos e regressámos ao hotel.

No dia 6 após o pequeno almoço, fomos para o Parque Guell. Concebido por Gaudi a
pedido de um industrial e político da família Guell, mecenas de Gaudi. Tinha como intenção a construção de uma cidade jardim residencial, ao estilo inglês com 60 moradias. Gaudi trabalhou neste projeto de 1900 a 1914, mas acabou por ser um fracasso financeiro e apenas 3 casas foram completadas e tornou-se propriedade da cidade em 1923.A principal entrada do parque faz-se por uma grande escadaria ornamentada por uma fonte em forma de dragão ou salamandra, que conduz a um espaço maciço e cavernoso, originalmente destinado a mercado. A sua floresta de colunas suporta uma praça no telhado, limitada por uma fila de bancos ondulados cobertos por cerâmica partida multicolor. Numa elevação erguem-se as 3 cruzes do calvário. A casa do guarda na entrada é agora um museu que contém maquetes, mobílias, desenhos e outras relíquias do arquiteto e seus colegas.

Finda a visita fomos de autocarro até ao centro da cidade almoçar no restaurante do costume. A tarde foi passada na Rambla da Catalunha. O nome rambla derivado de “ramia”, que significa em árabe “torrente, recorda que séculos atrás esta rua era uma vala arenosa que corria paralela à muralha medieval e que levava a água da chuva até ao mar. Hoje é uma magnifica rua do século XVIII ladeada de árvores e vai do centro da cidade até ao porto. Nesta rua existe o famoso mercado da Boqueria que é uma atração para turistas e locais. É conhecido pela diversidade de produtos frescos e típicos restaurantes que oferecem todas as especialidades mediterrâneas e do interior catalão. A rambla termina na Praça Cólon onde se ergue uma coluna de 50m de altura encimada por uma estátua de Cristóvão Colombo a apontar para o mar. Daqui seguimos de autocarro para o restaurante, jantar e de seguida para o hotel.

Dia 7, último dia em Barcelona, depois do pequeno almoço saímos já com as malas para o autocarro que nos levou para o Montjuic. Uma colina situada a sul da cidade, a que os romanos chamavam Monte de Júpiter, mas hoje em dia, Monte dos Judeus devido a uma antiga necrópole judaica que ali existiu. Em 1929 Montjuic foi palco de uma exposição internacional e hoje os edifícios que lá existem são exemplos da arquitetura da exposição e estão ocupados com museus, como o Museu da Arte da Catalunha. Aqui também se encontra a Fundação Miró, a Arena Olímpica onde se realizaram grande parte dos jogos olímpicos de 1992.

O Poble Espanhol também construído para a Exposição de 1929, destinava-se a recriar a diversidade da arquitetura regional espanhola .É uma verdadeira aldeia onde os visitantes podem reconhecer edifícios famosos ou típicos desde os pátios da Andaluzia, até às mansões de Maiorca e as fachadas da Galiza. Há bares, restaurantes e foi num desses restaurantes que almoçamos as típicas tapas da Catalunha.

Findo o almoço, seguimos para o aeroporto onde aguardámos o voo que partiu com um ligeiro atraso. Chegados a Lisboa esperava-nos um autocarro que nos trouxe até Torres Vedras.




Margarida Raposo