29/05/2019

No palco com distinção


Teatro e cantares tradicionais fazem parte da AUTITV como matérias germinadas no rico campo da cultura sénior. O teatro que cria e liberta tem nos seus intérpretes um desejo superior, eleva sentimentos e momentos de exaltação. Tem a AUTITV um naipe de actrizes e actores que no palco parecem superar o falso pormenor de um detalhe circunstancial.
Claro que o talento para alcançar dimensão maior precisa do mestre, do professor que seleciona e ministra o grupo de intérpretes. Neste particular, a encenadora Maria Manuela Braga não descura os valores individuais e colectivos que a peça da autoria de Manuel Novais Granada sugere com amplitude descritiva, histórico-cultural.
Se a peça de teatro "Viva o Forte de São Vicente" deixou comentários plausíveis da plateia sénior que por pouco não superlotou o emblemático Teatro Cine, os cantares tradicionais primaram pelo rememorar de letras e melodias há muito sossegadas no baú do nosso povo. Como se cantava e como se interpretava no tempo das invasões napoleónicas foram como que lições iguais na diferença sobre um tema comum.

Por fim (ou pelo princípio) os cenários amplos, cheios de luz e genuínos que foram sendo projectados à medida dos autos e da rítmica dos cantares, ouvindo-se os sons do violino e dos tambores, em andamento maior.


Uma peça de teatro e uma sessão de cantares, em sequência harmoniosa, a merecer saudações especiais a todos os participantes. Um desempenho com distinção.



Texto: João Godim
Fotos: Ludovina Ferreira

Faleceu Artur Granja

É com pesar que a AUTITV comunica o falecimento de Artur Granja (irmão da Vice-Presidente da Direcção, Maria Albertina Granja).

Saída do corpo da morgue do hospital de Torres Vedras às 9h00 do dia 31 de Maio (sexta-feira),com chegada prevista à Igreja de Quelfes (Olhão) às 12h30.


Pelas 15 horas realizar-se-á a cerimónia religiosa seguida de funeral para o cemitério de Quelfes. 

Paz à sua alma.


Missa do 7º dia, na igreja de N.ª Sr.ª da Graça, às 19 horas do dia 6 de Junho.

23/05/2019

Picos da Europa - 18 a 22 de Maio de 2019


Muitos de nós já sabíamos que Espanha é o país da paisagem imensa que começa nos Pirinéus a Norte e acaba nas praias do Sul. Quando atravessamos os planaltos “cinematográficos” de Aragão e das Astúrias com os seus prados verdes, onde o gado pastoreia e os ninhos de cegonha abundam, percebemos melhor como é grande este país e por que razão os espanhóis são tão orgulhosos da sua terra. 

Mas Espanha também é o país da arquitectura monumental. Uma arquitectura feita de pedra, exuberante nos seus elementos e monumental na sua grandiosidade. As suas cidades, e nomeadamente as que visitamos: Salamanca, Zamora, Léon e Oviedo são grandes cidades, onde o antigo convive harmoniosamente com o moderno. As suas Igrejas, Catedrais, palácios e edifícios mais antigos que encerram séculos de História, não chocam com a modernidade das zonas mais modernas com as suas avenidas largas, as grandes lojas e os seus belos jardins. Depois as suas “Plazas Mayores”, com as suas esplanadas, sempre repletas de gente, onde homens, mulheres, jovens e menos jovens, se encontram para conviver ou simplesmente “chalrar”, num clima de animação e sã convivência, que não passa despercebido a qualquer visitante. 
Se esta Espanha já era por muitos de nós conhecida, faltava, contudo, conhecer e descobrir mais um tesouro: os chamados Picos da Europa. 
Difícil descrever tanta beleza, pois são tantas as paisagens soberbas, onde existe uma admirável combinação da natureza entre os altos cumes e os vales profundos, onde deslizam com relativa suavidade os rios que se estreitam nas gargantas abruptas de rocha nos desfiladeiros sinuosos de arrepiante beleza. Todo este Parque Natural é de extrema riqueza natural onde somos convidados a lavar o olhar e a confortar a alma perante tanta beleza. 
Destacar algo nesta viagem é tarefa difícil. Contudo, fica-nos na memória a descida arrepiante do longo desfiladeiro de Hermida, o verdíssimo Vale do Rio Deva a caminho de Potes; a bacia hidrográfica de Riaño, de onde se avistam os Piscos ao longe, já com alguma nostalgia; os bosques de Covadonga com a sua basílica e a gruta plenas de espiritualidade: os magníficos vitrais da monumental catedral de Léon; a tipicidade do pequeno Pueblo de Sanabria e o grande lago vizinho, o maior lago glacial da Península. 
Enfim, uma viagem que poderia ser cansativa, dadas as distâncias que se percorreram em autocarro tornou-se agradável e tranquila. As das paisagens deslumbrantes, o conhecimento da arte e da história das grandes cidades, a óptima
estadia que os bons hotéis proporcionaram, um grupo animado e uma preciosa “ajuda” de S. Pedro, muito contribuíram para o seu êxito. 
Um aplauso final para a Direcção da AUTITV pela organização impecável de toda a viagem e um carinhoso e eterno agradecimento à nossa querida professora Fátima Tomás, por mais esta bela iniciativa, a juntar a tantas outras, e a quem nos atrevemos pedir, desde já, uma nova ideia para o próximo ano. 

Luís Sobreiro

Exposição dos trabalhos das disciplinas de Artes - 11 a 27 de Junho


Tarde Pessoana na AUTITV - 17 de Junho


Serenata ao Luar - Claustros do Convento de N.ª Sr.ª da Graça - 14 de Junho de 2019


Passagem de Modelos - 5 de Junho


Almoço Final de Ano - Restaurante O Teimoso - 4 de Junho de 2019


Comemoração do XVI Aniversário da AUTITV


Seminário "Imagens do quotidiano da AUTITV" - 3 de Junho de 2019


Tarde em Movimento - 31 de Maio


Actuação dos Grupos de Teatro e Cantares Tradicionais no Teatro Cine de Torres Vedras - 28 de Maio


Comemorações do XVI Aniversário da AUTITV


21/05/2019

Concerto "Tempos Modernos" - Orquestra Gulbenkian - 17 de Maio

Mais uma vez o Professor Joaquim Travanca, levou um grupo de alunos da AUTITV a assistir a um espetáculo no Grande Auditório da Gulbenkian. 
Este fabuloso espetáculo foi o filme “mudo” Tempos Modernos de Charlie Chaplin do ano 1936, com acompanhamento musical da Orquestra Gulbenkian dirigida pelo maestro Timothy Brock. 
Todos ficamos maravilhados e bem dispostos com o bem humorado filme e com o magnífico acompanhamento musical. 
À AUTITV e ao Professor Joaquim Travanca expressamos o nosso agradecimento por mais este agradável momento.

José Luís de Figueiredo

17/05/2019

Vendas Novas e os seus Palácios

Integrada na disciplina de Cultura Geral, e por sugestão do professor Granada alguns alunos da AUTITV, deslocaram-se, no dia 16 de Maio, à cidade de Vendas Novas para visitar alguns edifícios icónicos e históricos, desta cidade alentejana: Palácio Vidigal, Palácio das Passagens e a Real Capela.

O Palácio Vidigal foi mandado construir por D. Carlos. Sendo um rei muito ligado à natureza, quer oceanográfica, quer terrestre, em particular às atividades ligadas à caça, e necessitava de instalações, à altura de um rei, aquando das suas deslocações ao Alentejo para praticar aquele “recreio”. É um edifício de planta quadrangular com átrio central, composto de piso térreo e águas furtadas. Internamente, um corredor percorre todo o quadrado, dispondo os quartos e outras salas, sucessivamente, com janelas para o exterior. 

O seu estado de degradação, interna é considerável, dadas a anteriores utilizações, aguardando-se para breve a sua recuperação, por um investidor turístico.

O edifício possui em anexo (mas de construção separada) uma capela, na qual se realça, no altar-mor, uma pintura de N. Sra. da Conceição, que se pensa ser de autoria do próprio D. Carlos.

Próximo deste edifício existe um uma praça de touros, equipada com tudo o necessário para a lide de touros, bastante apreciada pelo monarca. 

Duzentos anos antes, em 1728, nos tempos faustosos de D. João V, este monarca mandou construir um palácio para que a comitiva real aí pudesse pernoitar, durante 2 noites, ou seja durante uma “passagem” para o rio Caia, tendo por isso ficado conhecido como o Palácio das Passagens. Foi por ocasião da vinda para Portugal da princesa D. Mariana Vitória, filha dos reis de Castela, para casar com D. José (futuro rei de Portugal), e a “troca” com D. Bárbara (filha de D. João V) que iria casar com o filho de rei de Castela, D. Fernando VI. Este episódio, que se realizou em pleno rio Caia, ficaria conhecido pela “troca das princesas”. Curiosamente, 50 anos mais tarde, algo semelhante aconteceria, pois de Castela veio D. Carlota Joaquina para casar com D. João VI, e de Portugal foi D. Mariana, filha de D. Maria I, para casar com o futuro rei de Castela.
Atualmente o edifício é sede do Regimento de Artilharia de Vendas Novas e não foi possível visitar o seu interior (por razões óbvias), no entanto uma “olhadela” pelo hall de entrada denuncia alguma monumentalidade interior .
Anexo a este palácio foi construída a “Real Capela”, que foi possível visitar após algumas “negociações” com o oficial do Regimento. Sem grande expressividade arquitetónica exterior, apresenta no seu interior uma profusa decoração nas paredes, com um lambrim em azulejos do séc. XVIII relatando a vida de Cristo, além de um painel de Santa Bárbara (padroeira da artilharia), datado de 1972. A capela é de uma nave, com altar-mor, no qual existe uma pintura de N. Sra. da Conceição) e oratório real.
Apesar de não estar no programa inicial, foi possível visitar o museu da Escola Prática de Artilharia, inaugurado em 1992. Com um hall e 11 salas, comporta uma vasta exposição de material técnico relacionado com artilharia, técnica de tiro, transmissões, uniformes, bocas de fogo, etc.
Uma nota final para lamentarmos a ausência do Prof. Granada, que não pode estar connosco, pois uma forte dor lombar, na noite anterior, impediu-o de nos acompanhar, com muita pena nossa, e, certamente dele também.

Zacarias Dias



15/05/2019

Encontro de Grupos Musicais das U. S. do Oeste na Benedita


No dia 14 de Maio de 2019, o grupo de Violas da AUTITV, participou no Encontro de Grupos Musicais das Universidades Seniores do Oeste, na Benedita.
O encontro iniciou às 14h30 no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, onde todos os participantes e acompanhantes das oito Universidades Séniores (Benedita, Caldas da Rainha, Alfeizerão, Torres Vedras, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré), que iam actuar, foram recebidos pela Presidente da Junta de Freguesia da Benedita - D. Maria de Lurdes Pedro; pela Presidente da Universidade Sénior anfitriã - D. Pilar e pela professora Jacinta, da mesma U. S., que fez uma detalhada apresentação de todos os grupos participantes. 
O nosso grupo de Violas apresentou vários temas do seu vasto reportório, que foram muito bem interpretados e aplaudidos de pé por toda a assistência.
No final, houve um lanche repleto de boas iguarias que nos deixou duplamente satisfeitos. 
Os professores do grupo de Violas, Horácio Conde e Luís Sobreiro, estão de Parabéns pelo bom desempenho do grupo. 

Ludovina Ferreira 

14/05/2019

Rota de Cister


De 11 a 13 de Maio, um grupo de alunos da Autitv, acompanhados pelo Dr. Travanca, tiveram o privilégio de viajar por zonas com marcada presença cisterciense no fértil vale do Varosa. 
Desde o século XII que a Ordem de Cister se instalou em Portugal, acompanhando a sua formação e estendendo o progresso através da fundação dos seus mosteiros, nas regiões norte e centro de Portugal.
Com a protecção régia, os monges contribuíram para o desenvolvimento e colonização das grandes áreas que ocuparam, usando técnicas na agricultura e cultivo da vinha que ainda hoje perduram.
A Ordem de Cister foi deixando na paisagem marcas de grande valor artístico para o património nacional, construindo templos entre os rios Távora e Varosa.
A nossa visita teve início no Mosteiro de São João de Tarouca edificado cisterciense mais antigo, em território português, iniciado em 1154 e cuja fundação está ligada a D. Afonso Henriques.
O Mosteiro foi sofrendo ampliações nos séculos XVII e XVIII e onde se destaca um enorme dormitório de dois pisos. O Mosteiro depois da extinção das Ordens Religiosas em 1834, deixou de ser um espaço de oração e conhecimento e as ruínas levaram-no a importantes trabalhos de escavações arqueológicas.
A igreja está dividida em três naves, sendo a central mais elevada. Os altares são de talha dourada e os retábulos com pinturas sobre madeira. O de S. Pedro; Nossa Senhora da Glória e S. Miguel são atribuídos a Gaspar Vaz.
Na igreja, repousa num enorme sarcófago em granito, decorado com cenas de caça, D. Pedro Afonso, Conde de Barcelos , filho bastardo do rei D. Dinis.
De salientar também o famoso cadeiral em madeira escura trabalhada. Este.monumento nacional é dos mais visitados da região.
A explicação do guia que no centro interpretativo fez a primeira abordagem foi muito enriquecedora.
Continuámos a viagem pelo Vale do Varosa, sempre ladeados pelos sabugueiros floridos de branco que emprestavam à paisagem uma alvura refrescante
Ao atravessar o Varosa deparamos com a belíssima ponte medieval e a sua torre fortificada. É a Ponte de Ucanha, erigida durante os séculos XIV e XV e que marca a entrada no couto monástico separando os poderes monástico e episcopal. Aqui é reafirmado o poder de Cister que exigia aos viandantes o pagamento da portagem naquela via que era a mais importante no acesso a Lamego.
Ficámos deslumbrados pela inovação da época, subimos à torre e tirámos também fotos, às pequenas habitações que nos levaram a tempos passados.
Terminámos o dia com a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas , considerado Monumento Nacional e cuja fundação está ligada a Teresa Afonso, segunda esposa de Egas Moniz.
Foi ampliado no século XVII e XVIII com destaque para o enorme claustro com traço do arquitecto maltês Carlos Gimach . Com a extinção das Ordens. Religiosas parte das suas dependências monásticas foram vendidas em hasta pública.
Seguimos ao final do dia para Tabuaço e ficámos bem alojados no Plácido Hotel do Douro, rodeado de giestas, perfumes campestres e dos sons de pássaros que nos trouxeram uma paz repousante.
Serpenteando ao redor do rio, a região demarcada do Douro foi deixando antever uma paisagem deslumbrante como de uma tela se tratasse com a urdidura das vinhas, tecidas nos socalcos e trabalhadas por homens fortes do Douro que nos mostram, com orgulho, uma arte rara no mundo.
Depois de um bom pequeno almoço buffet, descemos a caminho da Régua, desfrutando de belas paisagens até à Quinta da Pacheca onde numa visita guiada se visitou a Adega e houve prova de vinhos.
Continuámos a viagem para Lamego e, no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios ficámos por momentos em meditação. 
Alguns optaram por descer o escadório monumental, ex-líbris da cidade, observando as capelas laterais.
A visita à Sé e ao Museu da cidade impunham-se.
Foi uma tarde cultural muito rica em que o Sol também se quis associar. Vagueámos pelas ruas da cidade , passando por palacetes brasonados reveladores de um nobre passado histórico. 
Terminámos na Igreja Almacave, onde se realizaram em 1143 as primeiras Cortes do Reino de Portugal.
No terceiro e último dia de viagem, ainda nos dirigimos em minibus e, outros, mais aventureiros percorreram a pé, talvez impulsionados pela manhã radiosa de sol e pela beleza das árvores floridas e das flores campestres , os 3 km que nos distanciavam do Ermitério de São Pedro das Águias. Este monumento foi construído no meio de uma escarpa rochosa, no fundo de um vale sobre o rio Távora.
Reza a lenda que o abade Gelásio casou a princesa moura, Ardinga, com o cavaleiro cristão D. Tedon.
Um agradecimento ao Dr. Travanca pela oportunidade que nos deu de podermos alargar horizontes ao abrir-nos caminhos da surpresa e do inesperado.
Foi óptimo aprender, conviver e voltar com perspectivas renovadas.


(Maria Manuela Estêvão)

10/05/2019

AVIEIROS – OS NÓMADAS DO RIO: uma abordagem à cultura avieira e ao livro de Alves Redol

Palestra por Joaquim Moedas Duarte

Este é um registo um pouco atrasado pois a palestra foi em 9 de Maio passado. Faço-o na primeira pessoa, como palestrante, para que perdure na memória este momento evocativo. 
Vivi a infância e a juventude em Alpiarça, perto de uma comunidade de pescadores do rio Tejo que habitava a aldeia ribeirinha do Patacão. Esses pescadores eram conhecidos por “avieiros” pois os seus antepassados haviam migrado, em finais do séc. XIX, da praia da Vieira – de mar batido e perigoso que impossibilitava a pesca no Inverno – para as margens amenas e acolhedoras do Tejo e do Sado. Durante cerca de um século granjearam o sustento na faina da pesca de rio, onde abundavam o sável, a boga, a fataça, a lampreia… Mas, na segunda metade do séc. XX, a escassez de peixe trouxe a penúria e eles foram abandonando as suas aldeias. Delas, restam cabanas abandonadas ou adaptadas ao turismo e as memórias de uma cultura própria que alguns estudiosos procuram preservar e classificar como “património nacional”.
Quando se fala destes pescadores e dos seus modos de vida, é forçoso recordar o romance de Alves Redol, publicado em 1942, intitulado “Avieiros”. É um livro que vale a pena reler. O autor passou alguns meses na aldeia avieira da Palhota (concelho do Cartaxo) – onde ainda hoje se preserva a memória dessa vivência – para recolher elementos para o seu trabalho. Dessa experiência resultou um livro belíssimo. Por ele, nós entramos no quotidiano daquela gente, que Redol chamou “nómadas do rio” pois eles, antes de se fixarem em cabanas de madeira, começavam por viver nos barcos, abrigados debaixo dos salgueiros das margens. É uma escrita ficcionada onde não faltam as intrigas e as relações familiares, os amores e os ódios, onde jorra a vida real, sofrida e exaltada de uma comunidade avieira.
Aos companheiros da UTI, que estiveram na palestra, agradeço a alegria de terem partilhado as minhas recordações. 
Alves Redol e os avieiros merecem a evocação que deles fizemos.


Joaquim Moedas Duarte

07/05/2019

Fórum das Associações de Torres Vedras


A convite da Câmara Municipal, a AUTITV participou no Fórum das Associações de Torres Vedras com um dia aberto a toda a comunidade.


A intenção deste "open day" era apresentar a nossa instituição aos que nos visitaram para que ficassem a conhecer um pouco do muito que se realiza ao longo de cada ano lectivo e que se procura sempre diversificar.


As demonstrações ao vivo de artes decorativas, bordados, costura, estanho, oficina do papel, olaria, patchwork, jogos de cartas e pintura, tiveram início às 15h00 do dia 4 de Maio e encerraram pelas 20h00.



Foi um dia preenchido com a alegria do trabalho de grupo, acompanhado pela música do Grupo de Violas e dos Cantares Tradicionais que trouxeram a costumada animação.
















No pequeno auditório foi apresentada a palestra pela oradora Tânia Andrade Santos: "Os quatro pilares da Qualidade de Vida" e a 
apresentação da disciplina "Oficina da Fotografia", com o tema "Contra Luz" esteve a cargo do professor Zacarias Dias.


É de salientar também que, neste "open day", esteve patente uma pequena exposição de trabalhos efectuados em anos anteriores, bem como a exibição de filmes dos eventos realizados.


Num curto espaço de tempo deu para avaliar o trabalho empenhado de todos os que colaboram na Autitv passando pela Direcção, Funcionária, Corpos Sociais, Professores, Alunos e Associados. 
Bem haja a todos os que se esforçam para manter este espaço digno.

Ainda no âmbito do referido Forúm, promovido pela Câmara Municipal de Torres Vedras, a AUTITV fez-se também representar, na Associação Cultural e Recreativa dos Moradores da Fonte Grada (ACRM), por dois dos seus Grupos Musicais (O Grupo de Violas, no dia 4 e o Grupo de Cantares Tradicionais, no dia 19), bem como pelo sócio Joaquim Ferreira, que, com o seu acordeão, animou a tarde do dia 12. 



Manuela Estêvão

06/05/2019

Viagem à Rússia

No período compreendido entre 25 de Abril e 1 de Maio, de 2019, a AUTITV viajou até à Rússia.
O sócio/aluno José Luis Figueiredo, participou na viagem e fez a seguinte "reportagem":


Este ano a AUTITV proporcionou a 29 alunos e associados uma viagem a duas belíssimas cidades Russas, São Petersburgo e Moscovo.
Iniciámos a nossa visita em São Petersburgo que deslumbrou todos os participantes com os seus esplendorosos palácios Peterhof e Catarina, que ostentam riqueza incalculável em pedras e metais preciosos. No exterior do Peterhof os jardins enterneceram todos os participantes com tanta Arte e Beleza das suas Fontes, Cascatas, Estátuas, Canais e Chafarizes.

No dia seguinte visitámos algumas Catedrais Ortodoxas, destacando-se Santo Isaac e Salvador Senhor do Sangue Derramado. Estivemos na Fortaleza São Pedro e São Paulo, no Almirantado e observámos muitos outros Palácios. 


Obrigatoriamente fomos ao Hermitage, este museu alberga inúmeras colecções de obras de Arte que pedem bastante mais tempo para serem apreciadas.

Entretanto chegou a hora de partir para Moscovo. 
Com pena de dizer adeus a esta cidade, mas partimos...



Moscovo cidade capital, surpreendeu logo à chegada todo o grupo. Era difícil acreditar que estávamos numa cidade que abandonou um regime político totalitarista há menos de trinta anos. 



Nesta cidade tudo é grande e belo, muitos edifícios de construção moderna e muitos grandes e luxuosos hotéis com invulgar capacidade de alojamento. Aconteceu que o grupo ficou tão focado no que tinha na presença que colocou São Petersburgo para mais tarde recordar.

 Iniciámos as nossas visitas no Kremlin, Praça Vermelha e Catedral de São Basílio, locais que apaixonam o ser mais insensível pela sua beleza e significado histórico. 
No grande Palácio do Kremlin está o museu de Armaria com monumental acervo de colecções de obras de Arte, Insígnias Imperiais e os lendários ovos de Fabergê.
 
As principais avenidas de Moscovo têm por vezes 4 faixas de rodagem para cada sentido, normalmente preenchidas com muitos carros de gama alta e recentes. Tudo com muito espaço e ao contrário de São Petersburgo, o uso pedonal é menos intenso. 

No dia seguinte fomos para o Metropolitano e ali encontrámos estações que são autênticas galerias de Arte. As linhas existentes são maciçamente utilizadas. O tempo de espera pela próxima composição é de 60 segundos, justificando assim que as pessoas passem parte do dia no subterrâneo “Moscovitas” é o termo utilizado.









No exterior visitámos o grandioso parque de Exposições, assim como nas proximidades a imponente obra escultórica do Operário e da Camponesa e ainda a avenida e jardim dos Cosmonautas.

Observámos conjuntos arquitectónicos de meados do século XX, tais como Ministério dos Negócios Estrangeiros, na praça Smolénskaia, Edifício principal da Universidade Estatal de Moscovo nas colinas Vorobiévskie que não deixam ninguém indiferente.




Estivemos no monumento memorial da segunda Guerra Mundial e Museu, cuja sumptuosidade impressiona.



Fomos brindados na última noite com um cruzeiro no rio Moscovo onde jantámos a bordo e simultaneamente observámos o deslumbrante panorama com os edifícios iluminados e ornamentações criadas para o efeito, proporcionando um momento muito agradável. 

Na Rússia o que foi possível observar foi muito e bom para poder comentar. 
Certamente existem outros aspectos menos positivos, mas a esses não acedemos, o tempo foi curto, mal chegou para contemplar o presenciado.

As condições meteorológicas foram excelentes, os guias Russos são de um profissionalismo irrepreensível, com particular destaque para a Dária de São Petersburgo e a AUTITV esteve muito bem na escolha do destino que nos voltou a enriquecer. 
Ao grupo que teve um comportamento exemplar e a todos os intervenientes, um Bem Haja.

(José Luís de Figueiredo)