22/06/2020

Oficina da Fotografia - "Exposição" 30 fotos


Não obstante a atipicidade do ano lectivo 2019/2020, os alunos da disciplina "Oficina da Fotografia" realizaram, à semelhança de anos anteriores, o seu trabalho habitual, com o propósito de cumprirem o programa estabelecido pelo prof. da disciplina, António Lourenço Luis.

O resultado é o que a seguir se apresenta e que consiste nesta "exposição" das 30 fotografias melhor classificadas:


"Nuvens na Formosa"
Autor: Daniel Pires

"Bola de Sabão"
Autor: João Gouveia de Almeida

"Hora do descanco"
Autor: António Maio

"Jardim do Paço"
Autor: Margarida Saldanha

"A iluminação"
Autor: Emília Bento Marques

"Caminhos da vida"
Autor: Leandro Guedes

"Parque inundado"
Autor: Margarida Raposo

"Crepúsculo"
Autor: José Augusto Oliveira

"Mar adentro"
Autor: Rui Raposo

"À pesca"
Autor: Rui Gouveia de Almeida

"Flutuando"
Autor: Adelaide Capelo Oliveira

"Rendas"
Autor: Ana Lucas Pires

"A cegonha e o esqueleto"
Autor: Antónia Ubaldo Santos

"Presépio de Alenquer 2019"
Autor: José Luis Patrício

"Esfera Imaginária"
Autor: Odete Val-Flores

"Poesia"
Autor: Edite Melo

"Nazarena"
Autor: José Augusto Duarte

"Disfarce"
Autor: Albertina Granja

"A natureza"
Autor: Dédalo Martins

"Ponte para o inferno"
Autor: Zacarias Dias

"Contemplação"
Autor: Helena Sá Leonardo

"Cascata"
(Autor: João Gouveia de Almeida)

"Ereira -cheias do Mondego-"
Autor: Rui Raposo

"Hipnótico"
Autor: Rui Gouveia de Almeida

"Fresca e bela"
Autor: Ana Lucas Pires

"Museu da luz e a noite"
Autor: Dédalo Martins

"Apertos de um rio"
Autor: Zacarias Dias

"Cato na praia deserta"
Autor: Margarida Raposo

"Azenha"
Autor: José Augusto Duarte

"Torneira sobre o rio Vouga"
Autor: Helena Sá Leonardo



20/06/2020

A disciplinia "Desenvolvimento Local"



AUTITV
DISCIPLINA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL
Ano letivo de 2019/2020

O Desenvolvimento é dos temas mais complexos e mais abrangentes das ciências humanas.
No caminho da sua transversalidade, tudo lhe pode cair em cima e de repente tudo lhe pode fugir.
Para que o mesmo não nos fique soterrado em múltiplas direções sem conseguirmos o fim de nenhuma delas, optámos por olhar apenas para alguns dos principais aspetos do desenvolvimento sócio-económico da nossa terra.
Com os pés no nosso concelho e olhos postos na região onde ele se encontra, o oeste e, numa evolução temporária abrangida pela nossa memória ou dos antecessores mais próximos, percorremos este ano letivo, dando continuação ao estudo que temos vindo a desenvolver nos dois anos anteriores.

O QUE FIZEMOS :

Pegámos nas letras do termo DESENVOLVIMENTO, e com elas organizámos um jogo agrupado nos quinze pontos mais significativos do nosso percurso, este ano letivo.

1. Discutimos os pontos mais relevantes, levantados pela nossa prospeção local.
Porque é que a toponímia da cidade tem a designação que encontramos nas 214 artérias (avenidas, ruas, travessas, praças e pracetas).
Este trabalho, permitiu-nos ficar a conhecer melhor a terra onde vivemos.

Desenvolvimento
Cidade de Torres Vedras →

2. Estudámos, ou seja, olhámos os factos e os problemas contextualizados no seu tempo e a razão ou razões da sua existência e da sua durabilidade, ou esquecimento.

3. Sentimos que em cada passo da nossa vida, nos envolvemos nas mais diversas situações, e por elas e com elas, nos desenvolvemos também.

4. Entendemos que sem crescimento económico não há desenvolvimento, mas também que, desenvolver, não é apenas crescer.

5. Notabilizámos dados estatísticos e verificamos o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do nosso concelho, relativamente aos restantes concelhos do oeste.

6. Verificámos que a nossa cidade, no espaço de um século, obteve uma transformação tal, que dificilmente conseguiríamos viver hoje como se vivia há cem anos, designadamente no que respeita a higiene sanitária, educação e alimentação.

7. Ordenámos ideias, tentámos desmistificar juízos volúveis, relativamente ao valor das coisas e dos acontecimentos.


8. Levantámos questões sobre a clarividência e ou a ofuscação dos estratos sociais.
Que forças nos movem a, por vezes, tentarmos ser diferentes daquilo que na realidade somos? Fenómeno associado ao desenvolvimento económico-social.

9. Voltámos , vária vezes , a pontos de ligação à disciplina, como por exemplo, a alimentação, os mitos sobre a mesma, a evolução, face ao desenvolvimento económico e à ciência alimentar.
Olhar a roda dos alimentos com as proporções alimentares para uma alimentação equilibrada e dar um salto à Tabela da Composição de Alimentos para encontrar o valor nutricional de cada alimento.


10. Integrámos nas nossas aulas, convívio e lazer, através das práticas recriadoras e inovadoras de técnicas culinárias tradicionais, incluindo a respetiva degustação:
10.1 S. Martinho
A história e a lenda de S. Martinho e a sua associação ao concelho de Torres Vedras.
Recordar tradições alimentares, como “ S. Martinho , castanhas e vinho”, a quase esquecida tiborna saloia e os diversos preceitos civilizacionais .
10.2 Natal
O toque de festa que lhe dá o Bolo Rei. Não sendo este bolo das mais antigas tradições portuguesas de Natal, ele já conquistou lugar, por isso fomos confecioná-lo, degustando-o finalmente numa simples ceia com canja de galinha e mais algumas iguarias de natalícias.
No fim da obra feita e antes da degustação, contempla-se e recapitulam-se os passos da confeção.
10.3 Carnaval
A famosa figura carnavalesca de Torres Vedras, a matrafona, foi essa que, em massa de biscoitos fomos fazer e pintar.
Aos simples, mas saborosos biscoitos, demos-lhe o formato das matrafonas, cada uma de seu jeito.
Foi uma aula de brincadeira, onde nos divertimos, mas também aprendemos a fazer biscoitos e a fazer corantes alimentícios naturais que aplicámos à pintura das matrafonas.

11. Visitas de estudo. Integrámos também no programa deste ano algumas visitas de estudo, no âmbito do desenvolvimento económico e sustentável.
A primeira foi ao concelho do Cadaval , acompanhada pela Leader Oeste, a unidades de produção relacionadas com a produção alimentar regional , objetivada para o equilíbrio entre o rendimento do produtor e o ambiente, bem como a quantidade necessária e qualidade sanitária adequadas ao consumidor.
Visita à Associação de Produtores Agrícolas da Sobrena.

12. Movemos a nossa direção de aprendizagem no sentido de acompanhar o movimento interdependente da roda do desenvolvimento, tentando perceber como, independentemente da nossa vontade, somos arrastados pelos ventos de mudança.
Percebemos isso pela transformação das nossas vidas.
Entrámos na moda sem dar por isso, porque sendo unos, também somos parte do todo.
O que comemos, o que vestimos e até a forma como pensamos fazem parte dos nossos movimentos e do nosso envolvimento no grande turbilhão da roda do desenvolvimento global.
São assim as nossas aulas, sentados nas cadeiras da sala de aulas, viajamos pelo mundo. Brincando, rindo e folgando, falamos de coisas muito sérias e muito a sério.

13. Escutámos os sons da natureza.
Os búzios presos às velas de um moinho de vento, ex-libris da nossa paisagem oestina, recordação do lavor económico e símbolo do principal elemento da nossa alimentação, o pão.
Visita à Cooperativa de Fruticultores do Cadaval (COOPVAL)
Uma aula entre quatro paredes, pode abrir uma janela para espreitar a magnifica paisagem local, escutar o silêncio da natureza e ao mesmo tempo os mil sons indiferenciados e melodiosos da mesma.
Porta aberta para vindouras oportunidades em grupo ou isoladas, em dia e hora oportuna de cada um.
Um passeio ao campo pode corresponder a um bom tratamento terapêutico.

14. Normalizámos o que, parece anormal, as mudanças. Muitas vezes se diz que o mundo não pára, mas tantas vezes sem pensar que este movimento é a roda do desenvolvimento.
Percebemos que cada gesto, palavra, procedimento, não se repetem, antes sim, é outro.
Percebemos também que cada um é diferente do outro e que eu também sou o outro, pois, é normal. Só que menos usual!

15. Tornámos à Escola, faz de conta, à Universidade, pois claro! Somos adultos e temos que olhar para o Universo, a universidade é isso, é o universo da vida. Tivemos algumas aulas dadas por professores convidados especialistas no tema abordado, tais como:
15. 1 Património Local
Aula aberta dada pelo Professor convidado, Dr. Moedas Duarte. Nesta aula percebemos que património não são apenas os monumentos, como por exemplo o castelo de Torres Vedras. Este e outros monumentos incluem-se no património material histórico, mas temos também o património imaterial que pode não ser físico, como seja a cultura expressa por costumes populares, crenças religiosas, lendas, danças e cantares, festas e outros rituais, que podem não estar à vista, mas estão arreigados a valores comunitários. Ou o património ambiental, que constitui a relação do homem com a natureza, a Terra no seu conjunto global de mares, rios e oceanos, com a respetiva fauna e flora.
15.2 Tradições de Carnaval
Aula aberta dada por Professor convidado, Dr.Venerando de Matos.
Nesta aula tivemos a informação de algumas reminiscências de carnaval no mundo, partindo de seguida para o carnaval de Torres Vedras, como teria ele cá chegado.
Do que se sabe, referiu o professor, do que se tem estudado, o nosso carnaval de Torres, deriva de brincadeiras populares, principalmente rurais. Neste âmbito existem muitos testemunhos, grande parte deles não escritos.
A aula foi muito participada pelos presentes, com testemunhos de vivências mais antigas, vivências que constituem o que é hoje o nosso genuíno carnaval de Torres Vedras.
15.3 Alimentação e Desenvolvimento Sustentável
A Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, representada pelas Engenheiras Maria do Carmo Bica e Cândida Rodrigues, a convite da nossa Universidade, fez uma sessão aberta, onde nos foram transmitidas informações sobre o trabalho em rede de desenvolvimento rural e sustentabilidade.
A sessão foi de relevante interesse no que respeita ao equilíbrio entre a produção alimentar, a saúde, a economia e a sustentabilidade ambiental.


15. Opinámos
Cada um tem a sua opinião. Partilhámos opiniões, saberes, experiências, conceitos, valores, virtudes e defeitos. Encontrámo-nos nessas partilhas, valorizámos as diferenças e das partes construímos o todo.
Percebemos que o desenvolvimento também é isto, que é não estar só, mas antes, ser uma pequena parte do todo.
É envolver ou envolver-se, como rede comunicante em que cada um também é o outro.
Em resumo, o que foi esta nossa disciplina de Desenvolvimento Local?
Conversar, pesquisar, descobrir, partilhar saberes, conviver, ajudar, cooperar e até brincar. Desenvolvimento é tudo isto!








A professora da disciplina, Palmira Cipriano Lopes

04/06/2020

XVII Aniversário da AUTITV


Hoje, dia 4 de Junho, a AUTITV celebra o seu XVII Aniversário.
Este ano, devido à pandemia-COVID19, não se pode celebrar em clima de festa com a presença de professores, alunos e demais associados.
Fica na memória de todos e, de uma forma especial na dos seus Fundadores, as muitas vivências passadas, ficando-nos no coração a esperança que o aniversário de 2021, seja celebrado com toda a solenidade e alegria merecidas.


A Direcção

20/04/2020

Faleceu a sócia Leonor Maria Saramago

É com enorme pesar que a AUTITV comunica o falecimento da  sócia Leonor Maria Saramago.

O funeral realiza-se dia 21 de Abril, às 11h30, para o Crematório de Barcarena. 

A família agradece a compreensão e informa que as cerimónias fúnebres serão efectuadas sob as medidas de segurança impostas pela DGS referentes ao Covid 19.  

Paz à sua alma.

09/04/2020

20/03/2020

Adiamento da Assembleia Geral Ordinária

A AUTITV informa que devido à situação vivida no país e ao estado de emergência decretado, a Assembleia Geral marcada para o dia 26 de Março, não se efectuará.
Quando estiverem reunidas as condições para a sua realização, oportunamente será comunicado.
A Presidente da Assembleia Geral

10/03/2020

Alimentação e Desenvolvimento Sustentável


No âmbito da disciplina "Desenvolvimento Local", a professora Palmira Cipriano Lopes realizou, no dia 6 de Março, uma visita e estudo a duas organizações económicas de produção alimentar: Associação dos Produtores Agrícolas de Sobrena (APAS) e Cooperativa dos Fruticultores do Cadaval (COOPVAL), ambas sediadas no Concelho do Cadaval.

O texto que a seguir se transcreve é da autoria da Professora Palmira Lopes, organizadora da visita em apreço:


"Chegamos ao Cadaval pouco antes das 10 horas, onde nos esperava um técnico da organização Leeder Oeste, o Dr. David Gamboa, que orientou todo o programa das visitas e nos acompanhou nas mesmas. 

Na parte da manhã visitamos a APAS, onde tivemos uma preciosa comunicação coloquial feita pelo Eng. Agrónomo João Azevedo, técnico assistente da Associação. 

Na sua comunicação, o técnico explicou - nos todo o processo de produção, desde a seleção e preparação do solo para as principais culturas da região, pomoideas (frutos de pevide, como pera e maça) e pronoideas (frutos de caroço, como pêssego e damasco) das quais se salienta a pereira da variedade Rocha . 

A Associação encontra-se num local climaticamente privilegiado para esta variedade de pêra e usa a tecnologia mais avançada no domínio da ciência até agora estudada para uma produção rentável e sustentável. 

Como, análise de solos mais adequados a cada tipo de cultura, a gestão da água de rega e da aplicação fito sanitária, com estudos efetuados em laboratório, como tivemos oportunidade de verificar. 

A propósito da questão, hoje tão invocada, da aplicação química, o técnico abordou diversos mitos e más crenças no que respeita a tratamentos fito sanitários, os prejudiciais e os não prejudiciais e, a substituição de tratamentos prejudiciais por processos absolutamente naturais e de equilíbrio da natureza, confirmados pelos exemplos que nos mostrou no terreno. 

No seu discurso, refere a grande importante que Associação tem dado e continua a dar, à formação tecnológica e assistência técnica aos produtores, referindo que o agricultor de hoje, para gerir a sua exploração, por pequena que seja, precisa de uma boa formação de base e de permanente informação. Essa é uma das grandes valias desta Associação, como de outras que funcionem bem. 

Em resposta a algumas questões colocadas, como o custo de implantação de um pomar, bem como a rentabilidade do mesmo. O técnico respondeu, quanto ao custo ronda cerca de 15mil euros por hectare, que irá ter uma durabilidade rentável de cerca de 15 anos. Quanto à rentabilidade é mais difícil de responder, porque depende de variadas circunstâncias climáticas, mas também de mercado. De qualquer forma, disse, com menos de 2 hectares de pomar é muito difícil obter uma rentabilidade que cubra a amortização de investimento, mais os gastos de exploração. 

Outras questões colocadas durante o colóquio foi a dos terrenos incultos e a da policultura. 

Quanto à primeira a resposta está quase dada pela questão do custo de investimento e rentabilidade do pomar. Mas acrescenta, os terrenos incultos muitas vezes não têm aplicação para acultura que lá foi plantada e precisam de uma reestruturação, seja de ajuste de superfície, seja substituição da cultura. Quando não se faz nem uma coisa nem outra, o inculto protegido também faz falta à natureza. Para isso cá está a Associação para melhor conduzir cada caso em particular, porque também temos a parte florestal. 

Quanto à policultura, é um benefício sem preço. Sabemos que o sistema de produção de pequenas parcelas de culturas diversas não é rentável, mas é necessário. Ele tem várias valências seja do ponto de vista da economia familiar, social e cultural, seja também do ponto de vista ambiental. A biodiversidade é uma protetora natural de equilíbrio da natureza, o que já não acontece com a monocultura que por causar desiquilíbrio da natureza requer muito mais proteção e cuidados que também implicam maiores custos. 

Existe hoje grande preocupação com o problema da monocultura, mas que, sem a qual não seria possível alimentar o mundo. Há que encontrar o equilíbrio, por isso existem também medidas políticas em defesa da sustentabilidade da agricultura familiar. 

Chegados ao fim da visita, no colóquio, no laboratório e no campo, despedimo-nos e partimos para o almoço. 

O almoço foi servido na Colónia de Férias do Cadaval, chegados à referida colónia, a receção foi excelente e o almoço também. 

Esta colónia é uma instituição turística particular, com instalações de dormida, comida e laser, instalada numa área rural de 5 hectares, destinada principalmente à juventude, mas onde os seniores aspiraram a uma regalada semana de férias, possibilidade não excluída por parte da gestão da casa. 

O projeto desta colónia foi apoiado pela Leeder Oeste, que nos acompanhou e nos proporcionou, através de audiovisual, uma amostragem do que é, e o que faz a Leeder, sediado nesta região, Leeder Oeste. 

A Leeder é uma organização apoiada por fundos comunitários que existe em todos os países da Comunidade Europeia. 

Na parte da tarde visitamos a Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval , a COOPVAL 

Nesta visita fomos recebidos pelo Presidente da Direção da Cooperativa, o Senhor Aristides Sécio, Ex presidente, por três mandatos, da Câmara Municipal do Cadaval. 

Que começou por nos fazer uma rápida discrição dos 50 anos de existência da Cooperativa. - A COOPVAL foi criada em 1969, por 12 associados fundadores, sendo o nº 1 uma mulher, Fernanda Soares Correia. Durante a sua existência, tem vindo a crescer e conta hoje com 300 associados. É a maior cooperativa frutícola do país com uma área coberta de 24 mil m2 e uma capacidade de frio de 24 mil toneladas, com mais de 80% em atmosfera controlada, destinada à exportação. 

Dispõe de 50 câmaras de atmosfera controlada (AC) para 17 mil toneladas, 13 câmaras de atmosfera natural (AN) com capacidade para 7 mil toneladas , 1 câmara de maturação para 20 toneladas e 2 câmaras de ensaio com capacidade para 4 toneladas. 

Exporta cerca de 80% da produção anual que ronda as 20.500 toneladas. Os países de importação sistematizada são: a Inglaterra, o Canadá, os Estados Unidos, a Holanda, a Alemanha, a Itália, a Rússia, a França, Marrocos e Brasil. 

Antes de passarmos à visita à secção de seleção e embalamento, o Senhor Presidente, que nos acompanhou durante todo o percurso da mesma, explicou-nos o sistema funcional cooperativo da COOPVAL. 

- É um sistema misto, em que os associados cultivam os seus pomares e produzem a fruta que é colocada na cooperativa para tratamento, embalamento e comercialização. Além da armazenagem e tratamento de todo o do produto até chegar ao mercado, maioritariamente estrangeiro, e da comercialização, a cooperativa dispõe de técnicos que dão formação e prestam assistência técnica de produção aos associados. 

No final do exercício contabilístico, os resultados são distribuídos equitativamente por cada associado. 

Faz ainda uma pequena resenha do historial da pêra Rocha: 

- A pêra rocha é uma variedade de pêra de origem portuguesa identificada há cerca de 170 anos, em 1836, na propriedade do Senhor Pedro António Rocha, na região de Sintra. Verificou este agricultor a existência de uma pereira, com frutos de grande qualidade e diferente de todas as outras. Este fenómeno que gerou grande regozijo ao seu proprietário, esperou quase um século para em 1932, num congresso nacional sobre pomoideas, abrir caminho para se impôr como um produto DOP ( Denominação de Origem Protegida), designada como como - Pera Rocha do Oeste, com uma confraria criada pela Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP), a primeira confraria alusiva a fruta. 

Embora a pera rocha se possa encontrar por todo po país, é nesta região, que vai de Sintra a Leiria, que ela se pode produzir com a categoria DOP. Ainda que a região se estenda de Sintra a Leiria, com uma área total de 2073 hectares, o núcleo central situa-se nos concelhos do Cadaval e Bombarral, circundados de Caldas da Rainha, Alcobaça, Torres Vedras, Lourinhã , Óbidos e Mafra. 

No mesmo intuito de prestação de serviço aos associados , que se veio a estender ao público em geral, dispõe a cooperativa de um posto de abastecimento de combustível. 

Junto a este posto e também da cooperativa, funciona uma pequena loja de produtos alimentares frescos ( hortícolas e frutos) e outros produtos diversos de produção local. 

Para terminar visitamos essa pequena loja, onde tivemos oportunidade de fazer algumas compras. 

No final da visita, em ato de despedida, o Senhor Aristides Sécio, Presidente da Cooperativa, ofereceu gentilmente a cada visitante, uma bonita embalagem individual com uma pêra e para a Instituição promotora da visita, a AUTITV, uma importante brochura comemorativa dos 50 anos da COOPVAL".