21/02/2020

Carnaval de 2020, na AUTITV....


A tradição manda que se festeje o Carnaval na AUTITV e, à semelhança de anos anteriores, na tarde do dia 20 de Fevereiro, de 2020, realizou-se o habitual "encontro/assalto".

Um grupo de alunos, bem animado e divertido, desfilou pelos "salões" da AUTITV, com máscaras que evidenciaram muita imaginação e criatividade.

Também com uma imensa vontade de partilhar com a sociedade torriense toda a sua jovialidade e boa disposição, o grupo saíu à rua e desfilou pelo centro da cidade, demonstrando desta forma que, brincar ao Carnaval, é para todas as idades.

Ao final da tarde, todos confraternizaram nas instalações da AUTITV, durante um lanche partilhado.

















18/02/2020

Viagem à Bélgica - 21 a 25 de Maio de 2020


Ainda sobre Cesário Verde...


CESÁRIO VERDE, GRANDE POETA 

Na tarde do passado dia 14 de Fevereiro, o professor Joaquim Moedas Duarte animou um colóquio falando de Cesário Verde que ficou conhecido como poeta mas foi também vendedor de parafusos e exportador de frutas. O seu pai tinha na baixa lisboeta uma loja de ferragens que o poeta chegou a gerir, além de uma quinta em Linda-a-Pastora, onde cultivava fruta de boa qualidade. 

Moedas Duarte começou por esclarecer que não ia dar uma lição mas sim um testemunho pessoal sobre o modo como se deixou fascinar pela obra daquele poeta, para que as pessoas presentes ficassem também a gostar dele e lessem a sua obra. 

A obra conhecida de Cesário Verde consta de 41 poemas e 32 cartas. Algumas delas para o seu amigo Silva Pinto – escritor, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista – o qual, após a morte do poeta, coligiu parte dos poemas e publicou-os com o título O Livro de Cesário Verde. Antecedeu os poemas com um texto escrito no próprio dia do funeral do amigo, páginas repassadas de desgosto que ainda hoje nos impressionam pela sua pungência. Moedas Duarte relatou que foi esse texto, lido há muitos anos, que o motivou a conhecer melhor Cesário Verde, indo ao ponto de sentir necessidade de ir até junto do jazigo onde repousam os restos mortais do poeta, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. 

Cesário Verde nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1855 e morreu no Paço do Lumiar, com 31 anos, a 18 de Julho de 1886, vítima de tuberculose. Toda a sua curta obra foi publicada, no seu tempo, em jornais e revistas. e só depois da sua morte é que foi publicada em livro. 

Fialho de Almeida, primeiro, e Fernando Pessoa mais tarde, reconheceram o extraordinário valor do poeta. Sobretudo F. Pessoa que o considerou seu Mestre e o nomeou em diversos passos da sua obra. 

Cesário adoeceu gravemente e sentindo a aproximação da morte foi para Caneças para beneficiar de ares mais puros naquela região. De lá escreveu a um amigo: “curo-me? Sim, talvez. Mas como fico eu? Um cangalho, um canastrão, um grande cesto roto; entra-me o vento, entra-me a chuva no corpo escangalhado” 

Moedas Duarte leu vários poemas de Cesário acompanhados de observações e comentários. 

Os alunos presentes gostaram muito, a avaliar pelos grandes aplausos finais. 

                                                                 (Joaquim Cosme)










Colóquio: Cesário Verde...



No dia 13 de Fevereiro de 2020, o associado Joaquim Moedas Duarte, realizou, na sede da AUTITV, um colóquio sobre o escritor Cesário Verde, uma das figuras mais importantes da literatura/poesia portuguesa.

Este encontro reuniu um número significativo de alunos desta universidade, todos muitos interessados pelo tema e, na sua maioria, ávidos por conhecer mais sobre a obra deste poeta, que, não obstante ter morrido muito jovem (apenas com 31 anos), deixou-nos um rico e interessante legado.

Do "Livro de Cesário Verde" foram lidos, interpretados e comentados alguns poemas, que muitíssimo bem revelam o "sentir" deste poeta de inspiração profunda...!!!

AG





17/02/2020

Festival de Grupos Musicais da RUTIS em Ourém - 16 de Março


Claustros do Convento da Graça


No dia 13 de Fevereiro, de 2020, a professora Rita Sarreira, da disciplina de "História Local", organizou uma visita de estudo à Igreja e Convento de Nossa Senhora da Graça, em Torres Vedras, para um estudo e apreciação dos azulejos ali existentes.

O grupo de 40 alunos foi recebido pela Conservadora do Museu Leonel Trindade, Isabel de Luna, licenciada em História/Arqueologia pela Universidade do Porto, com Pós-Graduação em Direito do Património Cultural pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e "Master of Anthropoloy.Museoloy", pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.
No decorrer da visita, foram analisados os azulejos que, desde 1725, revestem as paredes dos Claustros do Convento da Graça, os quais são atribuídos a um pintor azulejador desconhecido, que assinava todas as suas obras com P.M.P. 
Estes azulejos ilustram a vida de D. Frei Aleixo de Meneses, que ingressou no convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa com 15 anos de idade e onde recebeu o hábito de eremita de Santo Agostinho, a 24 de Fevereiro de 1574.

Dando continuidade à interessante visita, foi possível aprofundar os conhecimentos sobre a vida de Frei Aleixo de Meneses, que, em Coimbra, frequentou os cursos de Filosofia e Teologia e, em 1588, com 28 anos de idade, foi eleito prior do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, onde exerceu o cargo até 1590. 
Cinco anos depois (em 1595), Frei Aleixo de Meneses embarcou para a Índia, e, ao  chegar a Goa (onde se fixou), aí fundou vários conventos, casas de acolhimento para mulheres, igrejas e colégios. Em 1607 exerceu o cargo de vice-rei da Índia e ao regressar a Portugal foi nomeado arcebispo de Braga, tendo tomado posse em 1612, com 53 anos de idade. 
Veo afalecer em Madrid em 1617 com 58 anos e encontra-se sepultado na capela-mor da Igreja do Pópulo, em Braga.

Outros painéis de azulejos encontram-se também na Igreja do Convento de Nª Sª da Graça, em particular na sala da portaria,os quais apresentam a vida de S. Gonçalo de Lagos, prior na vila de Torres Vedras entre 1412 e 1422.
A finalizar esta visita, o grupo de alunos da AUTITV teve oportunidade de assistir a uma mostra de vários azulejos de diferentes épocas, estilos, técnicas e materiais.

                                                                          (Helena Pina)








12/02/2020

Envelhecimento Activo


Um grupo de alunos do 12º ano do curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde da Escola Secundária Henriques Nogueira, acompanhado pela sua professora Isabel Esteves, efectuou hoje, dia 12 de Fevereiro de 2020, uma visita de estudo às instalações da AUTITV.
Durante a visita os referidos alunos e professora tiveram oportunidade de conhecer um pouco da realidade desta universidade sénior, conversando com alunos/seniores e respectivos professores das disciplinas de: "Italiano", "Espanhol", "Inglês", "Pintura em Acrílico", "Fotografia" e "Tuna", tendo ainda oportunidade de assistir a um vídeo com imagens das várias actividades realizadas na AUTITV durante o ultimo ano lectivo (2018/2019). 














Esta iniciativa inseriu-se no âmbito da unidade "Envelhecimento Activo", com o objectivo de sensibilizar os jovens para a necessidade de dar igualdade de oportunidades de combater a exclusão social e promover a participação de todos os cidadãos.

10/02/2020

Fábrica de Santana e Colégio Manuel Bernardes


 Nas "terras de Sant´Anna", em 1741, começou a laborar uma pequena olaria que apenas trabalhava o barro vermelho e produzia peças de barro sem qualquer decoração.
Após o terramoto de 1755 que devastou a cidade de Lisboa foi necessário e urgente a sua reconstrução. 
Como substituto da pedra, por ser mais barato, surge o azulejo no revestimento das fachadas dos prédios.

A produção aumentou e a pequena olaria, no início do século XX deslocou-se para a Rua da Junqueira onde ficou mais 20 anos.
Hoje, a Fábrica de Sant´Anna encontra-se na Calçada da Boa Hora e continua com o fabrico artesanal desde o trabalhar do barro, à vidração e pintura.

A Fábrica é de reconhecido valor mundial pelas faianças e azulejos que se apresentam com a qualidade de um trabalho único desde a confecção à pintura manual.

Foi-nos dado a conhecer a forma de preparar o barro para moldar o azulejo, espaço de secagem temporária e a zona dos fornos e estufas onde as peças cozem a altas temperaturas.

Passámos pelos painéis montados e observámos os desenhos e a pintura à mão que o pintor executava. Como são peças artesanais o desenho e o tom da tinta têm algumas pequenas alterações que lhes conferem uma unicidade valiosa.
Surgiram muitas perguntas, tiraram-se dúvidas porque também estavam alunos e professores da disciplina de Cerâmica e Azulejo, as quais foram prontamente esclarecidas pela guia com formação em design e cerâmica.

A visita continuou no Colégio Manuel Bernardes, instituição educativa privada fundamentada nos princípios defendidos pela Igreja Católica. Fundado em 6 de Novembro de 1935, pelo Padre Augusto Gomes Pinheiro, no início só para rapazes em regime de internato, passou em 1984 a externato misto.
Actualmente o Colégio Manuel Bernardes está instalado na Quinta dos Azulejos, na Quinta de Santo António, na Quinta do Paço e no " Pavilhão - Casa Mãe, situados no Paço do Lumiar. O casarão da Quinta dos Azulejos apresenta a fachada revestida de padronagem de azulejo estampilhado, datado dos finais do século XIX.
A Quinta dos Azulejos é considerada património nacional. Foi mandada construir na primeira metade do século XVIII por António Colaço Torres, ourives de Lisboa e cavaleiro da Ordem de Cristo. D. Maria I ali terá vivido durante algum tempo. 
O acervo em azulejaria é muito rico com alguma influência holandesa, a maioria da primeira metade do século XVIII, da Real Fábrica do Rato, com cenas de caçadas, festas, de motivos religiosos, cenas de interior e de galanteio. 
A decoração dos bancos, fontes e colunas é toda em azulejos. No muro do lado nascente encontram-se cenas religiosas, medalhões e painéis nos tons de azul e branco e do lado poente, em tons de roxo, animais e plantas exóticas. 
Também se encontram neste jardim os bustos do Padre Augusto Gomes Pinheiro, fundador, proprietário e director do Colégio e o de Lacerda Luís Louro, admirável docente e fiel continuador do projecto do seu Fundador.



Um agradecimento da Autitv à Drª Rita Sarreira pela oportunidade e enriquecimento destas visitas.

Maria Manuela Estêvão