06/06/2019

Passagem de Modelos

Dando continuidade ao que tem sido feito nos anos anteriores, as disciplinas de Costura e Oficina do Papel tiveram hoje a oportunidade de mostrar os trabalhos elaborados neste ano lectivo, numa muito interessante Passagem de Modelos.
Orientadas pelas Professoras Deolinda Ferreira (Costura) e Cristina Cunha (Oficina do Papel), as alunas evidenciaram as suas habilidades e criatividade, mostrando as suas obras num desfile como sempre muito bem apresentado por Isabel Gonçalves Lázaro, com uma muito bem selecionada música de fundo.

Quais modelos profissionais, as alunas de Costura começaram por exibir várias peças da colecção de Outono/Inverno – belas capas e não menos bonitos vestidos –, a que se seguiram as da de Primavera/Verão onde se realçaram os tecidos, feitios e leveza dos vestidos, saias, blusas, calças, calções e até um conjunto de saia e casaco apresentados. Todas elas não se limitaram a vestir as peças confeccionadas: muito bem penteadas e maquilhadas, souberam completar os seus visuais com uma boa escolha do calçado e dos acessórios que abrilhantaram o evento.

As alunas de Oficina do Papel presentearam a assistência com peças inteiramente executadas em papéis de diferentes tipos, pintados ou não, sendo de realçar a originalidade, criatividade e a habilidade demonstradas. Todos os igualmente originais acessórios foram feitos pelas alunas. 
No final de cada desfile, e como acontece nas passagens de modelos profissionais, todas as alunas chamaram as suas professoras e com elas se exibiram uma última vez perante uma sala bem composta que muito aplaudiu e fotografou.
A tarde de festa continuou com um lanche partilhado por todos, tendo proporcionado mais momentos de descontracção e saudável convívio.
(Concha Sousa Martins)

05/06/2019

Aniversário da AUTITV

No dia 4 de Junho de 2019, comemorou-se mais um aniversário da AUTITV - Associação para a Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras, que iniciou com uma Missa de Acção de Graças, celebrada na Igreja Nossa Senhora da Graça em Torres Vedras.


















Seguiu-se um almoço de confraternização, no Restaurante "O Teimoso", que contou com mais de uma centena e meia de participantes (Orgãos Sociais, Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Professores e Alunos).


A animação esteve a cargo dos grupos musicais da Universidade (Cavaquinhos, Tuna, Violas e Cantares Tradicionais), bem como de outros sócios, cujos talentos (musicais-acordeão e de declamação)  igualmente contribuíram  para esta festa do XVI Aniversário da AUTITV.




























04/06/2019

Seminário "Imagens do quotidiano da AUTITV"

Houve festa cultural após o encerramento das aulas! 

A AUTITV realizou um Seminário participado por 12 disciplinas, que terminou com a actuação musical do “Grupo dos 70”, à qual se seguiu um lanche-convívio.
Dado o ponto de partida com as habituais palavras de Manuela Estevão, o desenrolar das actividades iniciou às 10h45 pela disciplina Cultura Geral, na qual o professor Novais Granada falou sobre D. João II, o rei que mais vezes veio a Torres Vedras, e onde permaneceu grandes temporadas exercendo a sua acção governativa, conforme os inúmeros registos apresentados. 
Terminou às 17h30 esta explosão compacta de cultura, demonstrativa de assuntos estudados durante o ano lectivo 2018/2019, com a grata participação do professor Sérgio Rito que, integrando a sua disciplina O Fio da Meada, a todos surpreendeu com um discurso sobre as tomadas de decisão no nosso quotidiano, sob o título “Cidades Psicológicas Básicas”. 
No desfilar de tão diversos temas foi comemorado o centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner, pelas disciplinas Texto/Contexto e Fabri(n)cando com Letras, ambas lecionadas pela professora Odete Bento; seguindo-se um trabalho da autoria de Albertina Granja, representativo da disciplina Fotografia, com uma sequência de belas imagens ilustrativas do poema de Vinícius de Moraes “A Porta”; e a disciplina História Local encerrou a 1ª parte do evento com o tema “As vintenas” apresentado pela professora Rita Sarreira. 
Imediatamente a seguir ao almoço a sessão reabriu com a disciplina Sustentabilidade, pela professora Maria do Carmo Dias, cujo tema incidiu sobre “Os objectivos do desenvolvimento sustentável da ONU para o ano 2030”. 
As disciplinas Biologia e Informática uniram-se no desenvolvimento do interessante tema “Impressões Digitais Genéticas” apresentado pelas respectivas professoras Luísa Félix e Mª da Conceição Martins; seguindo-se um momento poético/musical, pela disciplina Alemão, cujo tema “Rosinha da Pradaria”, de Goethe, foi usado com grande criatividade pela professora Fátima Tomás.
Chegou a vez da apresentação de um grande trabalho de pesquisa feito pela disciplina Desenvolvimento Local, lecionada pela professora Palmira Cipriano, a qual efectuou um elaborado levantamento toponímico da cidade, devidamente ilustrado em mapas divididos por zonas, e completado com o registo das origens de todos os seus nomes.
Após os devidos esclarecimentos relativos a Informática 0 pelo professor Fernando Costa-Cabral num espaço de perguntas e respostas, seguiu-se uma interessante história intitulada “Em nome do Pão”, muito bem contada pela professora de Português Básico Maria do Espírito Santo, com a descrição da descoberta deste alimento e seu desenvolvimento até aos nossos dias.
Na História do Antigo Egipto a professora Celina Santos, vestida à época, apresentou a sugestiva e saborosa encenação de um banquete egípcio, com mesa posta, cujo cenário incluía duas personagens adultas e uma criança, com seus devidos trajes, expondo através de imagens e de uma forma lúdica todos os assuntos relacionados com a alimentação egípcia.


E deste modo, mais uma vez a nossa universidade foi inundada de CULTURA!

(Teresa Sarzedas)

03/06/2019

Visita a Olivença

Continuando o estudo da História de Portugal, desta vez fomos fazer uma visita a Olivença, mas passámos por Elvas (onde almoçámos) e por Badajoz (onde jantámos e dormimos). 
Iniciámos a “caminhada” cerca das 8 h da manhã (dia 29 de maio) e pelas 11h começámos a avistar o Aqueduto da Amoreira, obra monumental, executada entre 1498 -1622 e custeada pelo “real de água”. No local mais elevado da cidade de Elvas está o castelo, que foi palco de acontecimentos históricos importantes (tratado de paz entre D. Dinis e seu filho, contratos de casamento de reis, príncipes e princesas). Elvas é circundada pelas imponentes fortificações de Cosmander, obra de D João IV, consideradas pela Unesco em 2012, Património Mundial da Humanidade. 
Após o almoço dirigimo-nos para Badajoz. 
Ao cruzarmos o rio Caia recordámos o “episódio da troca das princesas” a 19 de janeiro de 1729 (reinado D. João V). Deixámos em Espanha a princesa D. Bárbara que casa com o futuro Fernando VI de Espanha e trouxemos para Portugal a princesa D. Maria Vitória de Bourbon que será a esposa do futuro rei D. José I. 
Imaginámos como teria sido Elvas naquela época: a construção da ponte - palácio de madeira e dos pavilhões de ambas as margens do rio para receber o séquito real de D. João V e o séquito patriarcal de D. Tomás de Almeida, a porta de Olivença enfeitada com sedas, veludos e damascos, os arcos do triunfo a meio da rua da Olivença, da rua da Carreira e da rua da Praça encimados de alegorias aos deuses da antiguidade clássica e às Virtudes, as varandas cobertas de seda e o chão forrado de verdura. 
Quanta gente ali esteve! A comitiva era composta por 20 coches, 231 segues, 185 carroças e 6000 soldados, além da criadagem da ucharia e, ainda a prataria para o serviço de mesa e quartos. Houve festividades e muito fogo-de-artifício ao longo dos 15 dias em que D. João V aí permaneceu. Foram vividos momentos únicos da história da cidade de Elvas. 
Chegados a Badajoz, passada a Porta das Palmas, dirigimo-nos à Praça de Espanha, local de bastantes restaurantes e cafés. Ali está a Câmara Municipal à “sombra” da Catedral de S. João Baptista. 
Exteriormente a Catedral assemelha – se a uma fortaleza, com paredes grossas e maciças, ameias e uma torre de campanário. Apresenta três portas: a de S. João Baptista, de S. Brás e do Cordeiro. O interior do gótico tardio e o altar – mor com retábulo barroco lembram as nossas catedrais, ao fundo o coro plateresco e o órgão. Num dos altares laterais fomos surpreendidos pela imagem de Nossa Senhora de Fátima. 
Chegou a hora de descansar. Após o jantar demos um passeio despedida à beira do rio Guadiana. 
Pela manhã solarenga, ao fim de alguns minutos de viagem, avistou - se Olivença. 
Nós sabíamos que desde 12 de setembro de 1297 (Tratado de Alcanizes), com um interregno de 1580 a 1640 (domínio filipino), de 1640 a 1657 e de 1668 a 1801 Olivença esteve sobre o domínio de Portugal. Devido à Guerra das Laranjas (1801) perdemos Olivença. A questão foi apresentada pelos nossos representantes no Congresso de Viena (1814) e ficou decidida a obrigação de por “meios conciliatórios “ se efectuar o retrocesso do território a Portugal. Espanha não aceitou esta decisão e apresentou um protesto. Em 1917, ao assinar o tratado de Viena, Espanha iludiu o cumprimento deste dever antepondo a resolução de um acidente ocorrido no Brasil. Hoje “este assunto” está afastado das negociações diplomáticas. 
A guia foi ao nosso encontro Junto à muralha abaluartada.
Daqui partimos para a cidadela, construída pelos Templários e reconstruída por D. Dinis (1306) com muralhas espessas e grandes torres. Aqui está o Alcácer, conhecido pelo “castelo”, mandado construir em 1334 por D. Afonso IV, ampliado por D. João II com torre de menagem de 37 m de altura. De seguida percorremos as ruas estreitas da calçada portuguesa, ladeadas de prédios baixos e pintados de branco. Estaríamos numa pequena cidade portuguesa?!. 
Num pequeno cruzamento de ruas, visitámos a Igreja da Misericórdia, forrada de azulejos de Manuel dos Santos, que retratam as obras da caridade, e contemplámos os retábulos barrocos dos altares. Estávamos de novo em Portugal?! 
A caminho da Igreja de Santa Madalena passámos pela porta manuelina da Câmara Municipal, com a Cruz de Cristo, o brasão de armas portuguesas e o escudo de Olivença constituído por torre e oliveira. No chão, aos nossos pés, na calçada portuguesa está o desenho do sistema de abaluartamento da cidade mandado construir por D. João IV. 
Um pouco à frente ergue -se a igreja de Santa Madalena considerada o ex- libris da cidade. Foi mandada construir por D. Manuel I (1512) e impulsionada pelo bispo de Ceuta que aqui esteve e jaz. Sendo um edifício religioso, tem aspecto militar. Apresenta um portal notável pelo seu programa decorativo renascentista da autoria de Francisco Loreto (1540). O interior tem três naves com abóbadas de arcos diferentes e colunas torcidas. Os altares são de talha dourada sobre azulejos do séc. XVIII alusivos à vida do santo aí venerado. E, a ideia da identidade cultural portuguesa, está sempre presente e já não nos irá abandonar! 
Por fim, voltámos à alcáçova e visitámos a igreja de Santa Maria do Castelo, construída no séc. XIII e reconstruída por Filipe I de Portugal (1584). É uma Igreja, onde predomina o estilo clássico, com três naves e altares barrocos. A capela do lado de Evangelho tem um antigo retábulo de madeira colorido com a Árvore de Jesse, que mostra a filiação entre o Antigo e Novo Testamento e remata com a Virgem Maria e Jesus Cristo. 
Despedimo-nos da guia e de novo percorremos as ruas de calçada portuguesa até à Praça de Espanha. Almoçámos e o menu agradou - nos muito. 
De regresso a casa, houve uma surpresa. Parámos após alguns quilómetros … e do nosso lado direito fomos surpreendidos por uma pequena colina que ostenta uma encantadora Igreja e … mais abaixo, ali estão, sobre o rio Guadiana, as ruinas da Ponte de Nª Sra. da Ajuda mandada refazer por D. Manuel I, que ligava Elvas a Olivença e que os espanhóis dinamitaram em 1709 por altura da Guerra da Sucessão de Espanha. Mas … a 400 m a jusante, vemos uma ponte moderna, que foi construída com dinheiro português. Foi inaugurada em setembro de 2000, no dia de S. Mateus e está sob a responsabilidade do Município de Elvas. 
Tudo correu bem até Torres Vedras e os nossos objectivos foram cumpridos.

Maria Rita Sarreira
Prof.ª de História

01/06/2019

Tarde em Movimento

Michael Jackson na dança sénior


Dizia-se aqui há uns anos que a dança era para os jovens e selectivamente para os seniores que não destoavam. Este ano, vimos seniores sexagenários da AUTITV, na sua maioria mulheres, a dançar ao ritmo forte do “Thriller” de Michael Jackson, uma das músicas de topo mundial que imortalizaram o cantor americano, falecido em 2009, aos 51 anos.
“Thriller” que tem um ritmo frenético, imparável e vibrante. 
Porventura a mais difícil canção de dançar dada a exigente elasticidade corporal que impõe do princípio ao fim.
A prof.ª de dança soube como levar os alunos ao ritmo, com chapéu na cabeça, sem desvirtuar a extraordinária qualidade musical do êxito mundial de Michael.
O amplo salão da AUTITV voltou a registar momentos únicos. Um dos programas de final de ano da AUTITV teve por título “Tarde em Movimento” com ginástica terapêutica e expressão rítmica. Um desafio aos seniores para não ficarem indiferentes, ou seja, para que sejam activos e participativos.
Como alguém comentava “a dança não tem idade” e a ginástica é sempre benéfica. Foi o que todos viram, acção em movimento, boa requinte doçaria para retemperar energias, sem exageros, a disposição e gratificante satisfação. A culminar a saudável jornada fortalecer um espírito de convívio que norteia todas as iniciativas da AUTITV.




Texto: João Godim
Fotos: Ludovina Ferreira