22/12/2025

Boas Festas


 

Grupo de Violas G70 Leva Música à Festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

No passado dia 18 de dezembro, integrado no espírito solidário e festivo da época natalícia, o grupo de violas G70 marcou presença na festa de Natal da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

A atuação levou música, alegria e emoção a todos os presentes, proporcionando momentos de grande sensibilidade e partilha. Com um repertório cuidadosamente escolhido, o grupo encantou o público, contribuindo para tornar a celebração ainda mais especial.

Esta participação reforça o papel da AUTITV e dos seus grupos na dinamização cultural da comunidade, levando a música além das suas portas e promovendo o encontro entre gerações.

Numa época marcada pela solidariedade e pelo convívio, iniciativas como esta ganham um significado ainda maior, demonstrando como a música pode ser uma ponte de ligação, conforto e alegria.

Uma tarde onde, mais uma vez, a música falou mais alto — e chegou a todos.

Encerramento das Celebrações de Natal da AUTITV – Convívio, Partilha e Animação

As comemorações de Natal da AUTITV chegaram ao seu encerramento no passado dia 18 de dezembro, com a realização do tradicional almoço de Natal, num ambiente de grande convívio e celebração.

O evento decorreu na Quinta da Luz (Restaurante O Teimoso), reunindo alunos, professores e convidados para um momento de partilha à mesa, marcado pela boa disposição e pelo espírito natalício.

A ocasião contou com a presença da presidente da União de Freguesias de Torres Vedras, a professora Dalila de Jesus, cuja participação reforçou a ligação entre a AUTITV e a comunidade local.

O almoço decorreu num ambiente acolhedor e festivo, proporcionando a todos os presentes a oportunidade de conviver e celebrar mais um ano de atividades e conquistas.

A encerrar este ciclo de celebrações, a animação ficou a cargo do DJ Ivo Eletrónico, que trouxe música e energia à tarde, convidando à dança e garantindo um final animado e memorável.


Assim se concluíram as festividades natalícias da AUTITV, com momentos de alegria, união e partilha que certamente ficarão na memória de todos os participantes.

18/12/2025

Celebrações de Natal da AUTITV – Uma Tarde de Música e Tradição

Dando continuidade às comemorações de Natal da AUTITV, o Grémio Artístico Torreense voltou a receber, na tarde do dia 17 de dezembro, um conjunto de atuações que celebraram a música, a tradição e a diversidade cultural.

O programa contou com a participação de vários grupos da AUTITV, que proporcionaram momentos únicos ao público presente. O grupo de Cantares trouxe ao palco sonoridades tradicionais, evocando memórias e raízes culturais que continuam bem vivas.

Seguiu-se o grupo de Danças do Mundo, que apresentou coreografias dinâmicas e envolventes, celebrando diferentes culturas através do movimento. A música continuou com o grupo de Violas, que encantou o público com melodias suaves e bem executadas, demonstrando a dedicação e talento dos seus elementos.

A Tuna trouxe energia e boa disposição, envolvendo todos os presentes num ambiente festivo e participativo.

A encerrar a tarde, o Coro proporcionou um momento final de grande beleza e emoção, com interpretações harmoniosas que preencheram a sala e deixaram no ar o verdadeiro espírito natalício.

Esta segunda tarde de celebrações confirmou o sucesso da iniciativa, destacando o empenho e a alegria de todos os participantes. Entre música, dança e tradição, viveu-se mais um momento especial de convívio e partilha, reforçando o verdadeiro espírito de Natal na AUTITV.

17/12/2025

Celebrações de Natal da AUTITV – Uma Tarde de Arte e Convívio no Grémio Artístico Torreense

No passado dia 16 de dezembro, o Grémio Artístico Torreense foi palco do primeiro dia das comemorações de Natal da AUTITV, marcado por uma tarde repleta de talento, criatividade e espírito festivo.

O programa teve início com a apresentação do grupo de teatro da AUTITV, que levou à cena a peça “O Natal que corre mal… mas”. Com humor e boa disposição, os participantes conquistaram o público, proporcionando momentos de riso e reflexão, numa abordagem original às peripécias típicas da época natalícia.

Seguiu-se a atuação do grupo de biodança, que trouxe ao palco uma expressão artística diferente, onde o movimento, a música e a emoção se fundiram numa apresentação envolvente e harmoniosa. Foi um momento de grande sensibilidade, que convidou o público a sentir e a vivenciar a energia do coletivo.

A tarde terminou em tom musical, com a atuação do grupo de canções inglesas e francesas. Através de um repertório variado e cuidadosamente interpretado, os participantes encantaram os presentes, criando uma atmosfera acolhedora e internacional, muito adequada ao espírito da quadra.

Este primeiro dia de celebrações natalícias revelou-se um verdadeiro sucesso, refletindo o dinamismo e a diversidade de atividades da AUTITV. Mais do que espetáculos, foram momentos de partilha, alegria e comunidade — valores que definem esta época tão especial.

As comemorações continuam, mas esta tarde ficará certamente na memória de todos os que tiveram o privilégio de assistir.

15/12/2025

Torneio de Jogos de Tabuleiro na AUTITV_Tema: Corridas

Na tarde do passado dia 12 de dezembro, a AUTITV foi palco de um animado torneio de jogos de tabuleiro, subordinado ao tema “Corridas”. A iniciativa foi dinamizada pelo professor da disciplina, Rui Barata, que proporcionou aos participantes uma experiência envolvente, marcada pela estratégia, competição saudável e espírito de convívio.

Ao longo da tarde, os participantes tiveram a oportunidade de testar as suas capacidades em diferentes jogos, onde a rapidez de decisão e o pensamento estratégico fizeram toda a diferença. O ambiente foi de entusiasmo e boa disposição, com momentos de grande emoção à medida que as partidas avançavam.

No final do torneio, destacou-se como grande vencedora a participante Rita Canto e Castro, que demonstrou consistência, habilidade e uma excelente capacidade de jogo ao longo das várias rondas.

Mais do que uma competição, este torneio revelou-se um importante momento de partilha e interação entre todos os envolvidos, reforçando o papel dos jogos de tabuleiro como ferramenta de aprendizagem, socialização e entretenimento.

Iniciativas como esta continuam a enriquecer a vida académica e cultural da AUTITV, promovendo o convívio e o desenvolvimento de competências de forma lúdica e participativa.

12/12/2025

À Conversa e à Cantiga com AP Braga

No passado dia 11 de dezembro de 2025, a AUTITV acolheu um momento cultural verdadeiramente especial com o evento “À conversa e à cantiga”, que contou com a presença do cantor, compositor e intérprete António Pedro Braga, conhecido artisticamente como AP Braga.

Num ambiente intimista e acolhedor, o público teve a oportunidade de mergulhar no universo musical de AP Braga, marcado por uma forte sensibilidade poética e uma interpretação autêntica. Ao longo da sessão, o artista apresentou canções originais, que refletem a sua identidade criativa, e revisitou temas de outros autores, dando-lhes uma nova vida através da sua voz e interpretação sentida.

Mais do que um momento musical, este encontro destacou-se também pelo diálogo próximo entre artista e público. Houve espaço para conversa, partilha de experiências e troca de ideias, tornando o evento ainda mais enriquecedor e humano.

A iniciativa revelou-se um verdadeiro sucesso, reforçando a importância de criar espaços onde a cultura, a música e a palavra se encontram de forma genuína. 

Para todos os presentes, ficou a memória de uma noite feita de emoção, proximidade e inspiração.


Porque há encontros que não se repetem — mas permanecem.

08/12/2025

Palestra: Envelhecimento ativo e saudável_5 de dezembro de 2025

Dando continuidade ao ciclo de sessões dedicadas ao envelhecimento ativo e saudável, realizou-se mais uma palestra orientada pelo professor João Amorim, desta vez centrada nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a atividade física e o comportamento sedentário.

Ao longo da sessão, foi destacada a importância da prática regular de atividade física como um dos pilares fundamentais para um envelhecimento saudável. O professor abordou as orientações da OMS, sublinhando que a adoção de rotinas ativas contribui significativamente para a melhoria da saúde física, mental e emocional, independentemente da idade.

Foram apresentados os principais níveis recomendados de atividade física para adultos e seniores, bem como estratégias simples para reduzir o tempo em comportamento sedentário, incentivando pequenas mudanças no dia a dia, como caminhar mais, evitar longos períodos sentado e integrar movimentos nas tarefas quotidianas.

A sessão teve também um caráter prático e pedagógico, promovendo a partilha de conhecimentos e boas práticas entre os participantes. Foram discutidas formas acessíveis de manter um estilo de vida ativo, adaptadas às capacidades e ritmos de cada pessoa, reforçando a ideia de que todos podem beneficiar da atividade física, mesmo com limitações.

Outro ponto relevante foi a consciencialização para os riscos associados ao sedentarismo, cada vez mais presente na sociedade atual, e a importância de contrariar esse comportamento com atitudes simples, mas consistentes.

Ao longo da palestra, os participantes foram incentivados a refletir sobre os seus próprios hábitos e a definir objetivos realistas, promovendo uma mudança gradual e sustentável no seu estilo de vida.

A sessão terminou com uma mensagem clara: envelhecer de forma ativa e saudável está ao alcance de todos, sendo fundamental investir no movimento, no conhecimento e em escolhas conscientes no dia a dia. Esta iniciativa reforçou, assim, a importância da educação para a saúde e da promoção de hábitos que contribuam para uma melhor qualidade de vida.

05/12/2025

Assembleias Gerais_4 de dezembro de 2025

No passado dia 4 de dezembro de 2025, realizaram-se, na sede da Associação, sita na Rua António Batalha Reis n.º 8, importantes momentos da vida associativa da AUTITV, envolvendo a participação ativa dos seus associados.


Durante a manhã e início da tarde, entre as 10h30 e as 15h00, decorreu o ato eleitoral para a eleição dos Órgãos Sociais para o biénio 2026-2027. A votação contou com a participação dos associados, num exercício democrático essencial para o futuro da Associação.

Pelas 15h00, teve lugar a Assembleia Geral ordinária, onde foi apresentada e submetida à votação o Plano de Atividades e o Orçamento para o ano de 2026. Foram ainda discutidos outros assuntos de interesse para a Associação, promovendo o envolvimento e a partilha entre os presentes.

Posteriormente, pelas 16h30, realizou-se a Assembleia Geral eleitoral, na qual foram formalizados os resultados da votação e apresentados os novos Órgãos Sociais eleitos para o biénio 2026-2027:

Mesa da Assembleia-Geral
Presidente – Vítor Lino Horta da Silva (Sócio n.º 201)
Vice-Presidente – Joaquim Manuel Jorge Moedas Duarte (Sócio n.º 153)
Secretário – Maria Antónia Cavaco Gago Ascensão Marques Alves (Sócio n.º 216)
Secretário – Trindade Maria Miranda Santos (Sócio n.º 69)

Conselho Diretivo
Presidente – Maria Dulce Marques Brito Geraldes (Sócio n.º 198)
Vice-Presidente – Zacarias Rito Dias (Sócio n.º 226)
Secretário – Lídia Maria de Almeida Rocha Rito Dias (Sócio n.º 225)
Tesoureiro – Sílvia Maria Sotana da Costa (Sócio n.º 379)
Vogal – Maria Helena Pina Rodrigues (Sócio n.º 25)
Vogal Suplente – António Lourenço Luís (Sócio n.º 99)
Vogal Suplente – Jorge Manuel Roque Leal (Sócio n.º 308)

Conselho Fiscal
Presidente – João Luís Augusto (Sócio n.º 43)
Secretário – Luís Fernando Geraldes Sobreiro (Sócio n.º 100)
Vogal – Ana Ilda Silva Oliva (Sócio n.º 4)

A AUTITV felicita todos os membros eleitos, desejando-lhes um mandato pleno de sucesso, dedicação e continuidade no desenvolvimento das atividades da Associação.

Estes momentos reforçam a importância da participação cívica e do compromisso de todos para o crescimento e dinamização da AUTITV.

30/11/2025

“Uma viagem à Mongólia” na AUTITV

No passado dia 28 de novembro, a AUTITV recebeu a palestra “Uma viagem à Mongólia”, apresentada por Miguel Peixoto.

Ao longo da sessão, os participantes foram convidados a embarcar numa verdadeira viagem por este fascinante país. A Mongólia, situada no centro-norte da Ásia entre a Rússia e a China, é um país sem litoral, marcado por vastas paisagens naturais e por uma forte tradição nómada. Os mongóis são hoje reconhecidos como um povo unido por uma língua comum e por um modo de vida profundamente ligado à natureza e à mobilidade.

A apresentação destacou também momentos marcantes da história mongol, nomeadamente a era de Genghis Khan (1162–1227). Nascido como Temujin, foi responsável pela unificação das tribos mongóis e pela criação do maior império terrestre contíguo da história, após ser proclamado governante universal em 1206.

Outro período abordado foi o da independência e da era soviética. Em 1911, com a queda da dinastia Qing, a Mongólia declarou a sua independência, tendo Bogd Khan assumido a liderança. Posteriormente, com o apoio soviético, destacou-se Damdin Sükhbaatar, figura central na criação da República Popular da Mongólia em 1924, tornando-se o segundo país comunista do mundo. Seguiu-se o governo de Khorloogiin Choibalsan, marcado por um regime de inspiração estalinista.

Através de relatos envolventes e bem documentados, Miguel Peixoto partilhou experiências, curiosidades e aspetos culturais únicos, permitindo ao público conhecer melhor uma realidade distante, mas rica em história, tradição e identidade.
A iniciativa foi muito bem recebida, proporcionando um momento de aprendizagem e descoberta, e reforçando o papel da AUTITV na promoção de atividades culturais e educativas diversificadas para a sua comunidade.


28/11/2025

Palestra 1000 de Música na Europa_Orador: Professor José Menezes

No dia 27 de novembro de 2025, o professor José Menezes apresentou a sua palestra 
1000 de Música na Europa com clipes de um minuto.

Frisou que as mudanças das formas musicais acompanham sempre as formas sociais e artísticas.

Na Pré-história (40 000 anos AC), as flautas de osso encontradas seriam uma forma de comunicação à distância e, para rituais destes caçadores e recoletores (Paleolítico).

Na Grécia a música era fundamental, incluindo poesia e dança.

Os instrumentos de música eram: os aulos - flauta dupla - tambor, lira e o saltério -espécie de lira-. Pitágoras (570–495 AC) filósofo e matemático grego, inventa um instrumento musical, chamado Monocórdio de Pitágoras, com uma única corda e um peso no extremo, criando a escala e o intervalo entre as notas, e descobre a oitava.

A Roma Antiga herda dos gregos a lira e a harpa. Também orienta a prática musical para os grandes espetáculos.

Na Idade Média (séc. V-XV), cria-se o Epigónio Triangular que é uma espécie de lira. A música está dedicada à função religiosa, e o canto monódico, ou gregoriano, era cantado por monges, à capela, sendo uma forma de atrair as pessoas.

A música, também tinha funções sociais e recreativas (jograis e trovadores), educativa e moral, política e cerimonial.

O monge Guido d'Arezzo cria a Mão de Guido, sendo um sistema de notas escritas na mão. Inventou solfejo: Hino de São João Batista.

Hildegarda de Bingen (1098–1179), monja e abadessa revolucionária para a sua época, num mundo dominado por homens, pôs as suas monjas a cantarem.

Nos séculos XII e XIII, destacaram-se os compositores da polifonia: Léonin e Pérotin.

Guillaume Dufay (1397–1474) escreve música sacra e profana pela 1ª vez. A profana tocava-se com sopros, cordas e percussão.

Renascimento (1400–1600): os Homens são o centro do Universo, e não Deus.

Foi o retorno aos clássicos gregos. Dá-se a mudança do sagrado para o profano: O Humanismo.

Leonardo da Vinci, polifacetado, também foi músico.

O Canon em música, é cantado a várias velocidades.

Formas características do Renascimento: Missa; Motete; Madrigal e Chanson.

Na Renascença, destacam-se os compositores Josquin des Prés e Palestrina.

Período Barroco (1600–1780), época do absolutismo político e religioso que se projeta para a música através da: melodia principal; do baixo contínuo; dos contrastes; do ostinato; e da fuga.

Compositores do Período Barroco: Johann Sebastian Bach.


Esta palestra prosseguirá noutra data, na qual será desenvolvida este Período e os demais.

Maria João Menezes

21/11/2025

Palestra “Gestão da Dor e Luto” na Universidade Sénior de Torres Vedras

No passado dia 21 de novembro de 2025, realizou-se, nas instalações da Universidade Sénior de Torres Vedras, a palestra “Gestão da Dor e Luto”, conduzida pela hipnoterapeuta Magdalena Krzemionka. A iniciativa reuniu participantes interessados em aprofundar conhecimentos sobre duas dimensões fundamentais da experiência humana: a dor e o luto.

Durante a sessão, a oradora começou por abordar a temática da dor, com especial enfoque na dor crónica. Foi apresentada uma introdução à hipnoterapia como abordagem complementar no alívio da dor em doentes crónicos, destacando os seus benefícios na promoção do bem-estar e na melhoria da qualidade de vida. Foram também discutidos os impactos sociais e emocionais da dor crónica, muitas vezes invisíveis, mas profundamente marcantes.

A componente prática teve igualmente destaque, com a realização de exercícios de relaxamento e técnicas de controlo da dor, proporcionando aos participantes ferramentas simples que podem ser aplicadas no dia a dia.

Numa segunda parte, a palestra centrou-se no tema do luto. Magdalena Krzemionka apresentou a definição e as diferentes fases do processo de luto, explicando como este varia de pessoa para pessoa. Foi ainda abordado o papel da hipnose terapêutica como apoio no processo de luto, bem como os principais fatores que podem influenciar a forma como cada indivíduo vivencia a perda.

A distinção entre luto normal e luto patológico foi também um dos pontos-chave da sessão, com indicação de sinais de alerta e da importância de procurar apoio especializado quando necessário. Houve ainda espaço para refletir sobre o impacto do luto em contexto familiar, destacando a importância do suporte emocional entre os membros da família.

A sessão terminou com a apresentação de uma técnica de alívio dos sintomas associados ao luto, permitindo aos participantes experimentar uma abordagem prática de gestão emocional.


Esta palestra revelou-se um momento de aprendizagem e partilha muito enriquecedor, contribuindo para uma maior consciencialização sobre a importância de cuidar da saúde emocional e de procurar estratégias adequadas para lidar com a dor e o luto.

Palestra_20.11.2025_ Segredos do sal: temperando a vida com sabor e História

O conhecimento do sal é muito remoto.

Já os Homens do Neolítico transportavam o sal em sacos com formato de bexiga de porco.

Há documentos onde ele aparece na Mesopotâmia. Aqueles que partilhavam o sal, eram considerados como um grupo forte, logo, o grupo acima dos outros.

O Egito, utilizavam-o na alimentação (pão) e na mumificação.

Os Fenícios comercializavam-no ao longo do mediterrâneo.

Roma, também precisava de sal, e os escravos também beneficiavam dele.

A VIA SALARIA era a estrada que ligava Roma à costa adriática.

Os árabes e os judeus utilizavam-no também na sua alimentação, e as senhoras judias alumiavam a menorah com azeite, acrescentando sal para ter uma maior duração.

Na Idade Média, a salga da carne e peixe era um hábito. Nos rituais de bruxos e curandeiros, também o utilizavam, assim como a Igreja no ritiual do batizado.

O Reino de Portugal tem umas condições climatéricas privilegiadas: ventos quentes e secos, propíciando a produção de sal.

O sal vendia-se em Portugal, desde o Séc. XIII.

A nossa costa era explorada, e o sal de Setúbal considerado o sal mais branco, devido às algas que tem no fundo, formando um tapete que funciona de filtro.

D. Sebastião criou o Monopólio Régio do Sal, concentrando em si o comércio do sal.

Este bem, viria a ser utilizado como moeda de troca de territórios conquistados.

A Marcha do Sal, na Índia, levada a cabo por Mahatma Gandhi e seus seguidores, até Dandi percurso de cerca de 400 km para extrair sal da lama, foi considerado um ato de desobediência civil não-violenta pelos colonizadores britânicos, dando mais tarde origem à queda do império.

O sal originou a feitura de objetos, como os saleiros: uns rústicos e pobres, e outros mais elaborados e obras de arte, confecionados até em ouro.

Focou-se os Mitos e Lendas do Sal; termos empregues com esta palavra; um conto de Teófilo Braga, e para terminar, um provérbio chinês:

"Sem sal, não se pode acabar com a insipidez."


Esta palestra, orientada pela professora Manuela Catarino que voltou a suscitar o maior interesse pelos inúmeros participantes.

Maria João Menezes

Visita ao Museu e Planetário da Marinha_16.01.2026

Palestra_Fazer Cenas no século XIX: Teatro infantil e outros em Torres Vedras - 15.01.2026


 

Palestra_Raul Brandão - Prof. Joaquim Moedas Duarte_08.01.2026

19/11/2025

Grupo de Cantares Tradicionais da AUTITV participa em Encontro de Coros em Torres Vedras

No passado dia 16 de novembro, o Grupo de Cantares Tradicionais da AUTITV marcou presença num animado Encontro de Coros de Cantares Tradicionais, promovido pela ASSIM – Associação de Intercâmbio Municipal de Torres Vedras.

O evento, realizado no acolhedor espaço do Clube de Ténis de Torres Vedras, teve como principal objetivo valorizar e divulgar a riqueza da música tradicional portuguesa, reunindo diferentes grupos e promovendo momentos de partilha cultural e convívio entre participantes e público.

A tarde teve início com uma receção calorosa aos grupos convidados, seguindo-se as atuações pelas 16h00. O Grupo de Cantares Tradicionais da AUTITV apresentou um repertório cuidadosamente selecionado, que foi muito bem recebido por todos os presentes. As vozes, a autenticidade e o espírito de grupo voltaram a evidenciar o empenho e a dedicação dos seus elementos na preservação das tradições musicais.

O encontro contou ainda com a participação de outros dois grupos de cantares, proporcionando uma tarde rica em diversidade musical e cultural.

Para encerrar, realizou-se um agradável lanche convívio alusivo ao São Martinho, onde não faltaram as castanhas e o espírito de partilha, reforçando os laços entre os grupos e todos os participantes.

A AUTITV agradece o convite endereçado pela ASSIM e felicita a organização pela iniciativa, que contribui de forma significativa para a valorização da cultura tradicional portuguesa. O Grupo de Cantares Tradicionais continua, assim, a levar mais longe a música e as tradições que unem gerações.

Atuação dos grupos da AUTITV: Coro, Cantares, Danças do Mundo, Violas e Tuna_17.12.2025


 

Atuação dos grupos da AUTITV - Teatro, Biodança e Danças do Mundo_16.12.2025




 

Torneio de Jogos de Tabuleiro - Tema: Corridas_12.12.2025


 

À Cantiga e À Conversa com o Autor AP Braga - 11 de dezembro de 2025


 

Palestra_Envelhecimento Ativo e Saudável - Prof. João Amorim_5 de dezembro de 2025


 

18/11/2025

Original de Fernando Batista

Inspirado num conto de Walter Hugo Mãe analisado na aula de "Ler Con(m)vida"


17/11/2025

Museu Leonel Trindade_Exposição de Pintura Antiga de Torres Vedras do séc. XVI–XVII

Visita dos alunos da AUTITV á exposição de Pintura Antiga de Torres Vedras do séc. XVI – XVII dirigida pela D.ra Ana, a quem agradecemos a excelência do seu trabalho, que nos permitiu conhecer a arte deste período, representada através de seis núcleos.

De inicio, na 1ª sala, somos integrados através de três mapas que situam no território do Concelho de Torres Vedras, o Castelo, o Ameal e a zona da Várzea.

Na 2ª sala entramos em contato com três importantes conjuntos retabulares da primeira metade de Quinhentos: os da Igreja de Santa Maria do Castelo e o da antiga Ermida do Amial, e o do antigo Convento de Santo Agostinho, na Várzea.

Na 3ª sala salientam –se elementos arquitetónicos manuelinos e renascentistas integrados no espaço expositivo, e apresentam-se exemplares de escultura funerária e de estatuária daqueles períodos. Pudemos ainda ver pintura retabular sobre madeira, da 2ª metade do século XVI e dos inícios do século XVII.

A 4ª sala está dedicada à azulejaria muito abundante em Torres Vedras. No início vemos azulejos do séc. XV de corda seca. De seguida contemplamos os painéis de azulejos do séc. XVII da Quinta de Santo António da Cadriceira.

Na 5ª sala encontramos pinturas sobre tela, de temática religiosa, dos séculos XVII e XVIII.


Na 6ª sala pudemos observar uma vitrine com esculturas 
de marfim indo-portuguesas e escultura devocional em terracota.

Maria Rita Sarreira

  

14/11/2025

Visita à Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, Igreja da Misericórdia e Ermida de N.ª Sr.ª do Ameal – Disciplina: Curiosidades Históricas de Torres Vedras


No âmbito da disciplina Curiosidades Históricas de Torres Vedras, o professor António João Flores Nunes da Cunha promoveu uma enriquecedora visita de estudo a alguns dos mais emblemáticos espaços históricos da cidade, proporcionando aos alunos uma experiência única de contacto direto com o património local.

A iniciativa teve como ponto central a Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, uma instituição secular que desempenha um papel fundamental na história social da região. Durante a visita, os participantes puderam conhecer melhor a sua origem, missão e evolução ao longo dos séculos, compreendendo a importância destas entidades na assistência e apoio às populações.

Seguiu-se a visita à Igreja da Misericórdia de Torres Vedras, um espaço de grande valor artístico e espiritual. Aqui, os alunos tiveram a oportunidade de observar diversos elementos patrimoniais, desde a arquitetura aos detalhes decorativos, refletindo sobre o seu significado histórico e religioso. A explicação contextualizada permitiu uma leitura mais profunda do espaço, valorizando cada pormenor.

O percurso incluiu ainda a deslocação até à Ermida de Nossa Senhora do Ameal, um local de განსაკუთრada serenidade e devoção. Envolta numa paisagem tranquila, esta ermida revelou-se um espaço propício à contemplação e à compreensão das tradições religiosas locais. A sua história, ligada à fé popular e às vivências da comunidade, despertou o interesse e a curiosidade dos participantes.

Ao longo da visita, o professor António João Flores Nunes da Cunha foi partilhando curiosidades, episódios históricos e detalhes menos conhecidos, tornando a experiência ainda mais rica e envolvente. A proximidade com os locais estudados permitiu aos alunos consolidar conhecimentos de forma dinâmica, reforçando o interesse pelo património de Torres Vedras.

Esta atividade evidenciou a importância de sair da sala de aula para aprender no terreno, valorizando a história local e promovendo um olhar mais atento sobre os espaços que fazem parte da identidade coletiva. Mais do que uma visita, foi uma verdadeira viagem no tempo, onde cada lugar contou a sua história e contribuiu para um maior conhecimento e apreço pelo passado.

Uma experiência marcante, que reforça o papel da educação ao longo da vida e o valor do património como fonte inesgotável de aprendizagem.

13/11/2025

Aula exterior: “José Félix Henriques Nogueira, um homem à frente do seu tempo”


No passado dia 12 de novembro, a professora Benedita Freitas dinamizou uma aula no exterior no âmbito da disciplina “Ao que sabem as palavras”, subordinada ao tema “José Félix Henriques Nogueira, um homem à frente do seu tempo”.

Esta iniciativa teve como principal objetivo dar a conhecer a relevância histórica, social e política de Henriques Nogueira, promovendo simultaneamente o contacto direto com locais marcantes da sua vida. O percurso incluiu a visita a Dois Portos, Sirol e Buligueira, territórios profundamente ligados à sua história pessoal e ao contexto em que desenvolveu o seu pensamento.

Ao longo do percurso, os alunos tiveram a oportunidade de refletir sobre o legado de Henriques Nogueira, reconhecido como um dos grandes defensores de ideias progressistas no século XIX, nomeadamente ao nível da educação, da cidadania e da organização social. A professora contextualizou os espaços visitados, estabelecendo pontes entre o passado e o presente, incentivando uma leitura crítica e sensível da realidade.

Um dos momentos mais marcantes da atividade foi a apresentação de poesia relacionada com as temáticas abordadas. Em diferentes paragens, os alunos partilharam leituras e interpretações de textos poéticos, criando um ambiente de grande envolvimento cultural e emocional. A palavra, enquanto instrumento de expressão e reflexão, ganhou vida fora da sala de aula, reforçando o espírito da disciplina.

Esta aula no exterior revelou-se uma experiência enriquecedora, aliando conhecimento histórico, expressão literária e contacto com o património local. Para além da aprendizagem académica, proporcionou momentos de convívio, partilha e valorização da identidade cultural da região.

Iniciativas como esta demonstram a importância de metodologias ativas no ensino sénior, onde aprender é também caminhar, observar, sentir e interpretar o mundo. Um dia pleno de significado, onde as palavras ganharam novos sentidos nos lugares que ajudaram a contar a história de um homem verdadeiramente à frente do seu tempo.

12/11/2025

Roteiro Fotográfico a Mora e Avis - 10 de novembro


No passado dia 10 de novembro, os alunos da Oficina de Fotografia da Universidade Sénior de Torres Vedras participaram num inspirador roteiro fotográfico que os levou até às localidades de Mora e Avis. Este dia foi cuidadosamente planeado para proporcionar não só momentos de convívio, mas também oportunidades únicas de aprendizagem e prática fotográfica em ambientes distintos e ricos em património natural e cultural.

A jornada teve início bem cedo, pelas 07h30, com a saída de Torres Vedras, junto à estação da CP. O entusiasmo era evidente entre os participantes, que, munidos das suas câmaras e espírito criativo, estavam prontos para captar novas perspetivas.

Por volta das 10h00, o grupo chegou ao Fluviário de Mora, um dos principais pontos de interesse da região. Aqui teve início um roteiro guiado que permitiu aos alunos explorar o universo dos ecossistemas de água doce. Entre aquários cuidadosamente recriados e espécies fascinantes, os participantes tiveram a oportunidade de experimentar técnicas de fotografia em ambientes de luz controlada, desafiando-se a captar detalhes, reflexos e movimentos.

Após uma manhã intensa e enriquecedora, seguiu-se o almoço, pelas 12h30, no acolhedor Restaurante O Afonso. Este momento foi essencial para o convívio e partilha de experiências, onde os alunos puderam trocar impressões sobre as fotografias captadas e reforçar o espírito de grupo.

Pelas 14h00, o grupo partiu em direção a Avis, onde chegou cerca das 15h00 para mais uma visita guiada. Nesta vila histórica, os participantes tiveram a oportunidade de explorar ruas, monumentos e paisagens típicas do Alentejo, ideais para fotografia de arquitetura e paisagem. A luz da tarde proporcionou condições perfeitas para capturar a essência do local, desde os tons quentes das fachadas até aos amplos horizontes característicos da região.

O regresso a casa iniciou-se às 17h00, culminando com a chegada a Torres Vedras pelas 19h00. Apesar do cansaço natural de um dia preenchido, todos regressaram com um sentimento de satisfação, novas aprendizagens e, claro, um conjunto valioso de registos fotográficos.

Este roteiro destacou-se não apenas pela sua componente técnica, mas também pela importância do contacto direto com diferentes ambientes e pela partilha entre colegas. Iniciativas como esta reforçam o papel da fotografia como ferramenta de expressão, descoberta e ligação entre pessoas, promovendo um envelhecimento ativo e culturalmente enriquecedor.

Um dia memorável que ficará certamente registado, não só nas fotografias captadas, mas também na memória de todos os participantes.

10/11/2025

TUNA da AUTITV leva música e energia às 1.as Jornadas da USF Gama

A TUNA da AUTITV teve o privilégio de participar nas 1.as Jornadas da USF Gama, assinalando o momento de encerramento do evento com uma atuação marcada pela música, boa disposição e espírito académico.

Perante um público atento e entusiasta, a TUNA apresentou um repertório diversificado, combinando temas tradicionais com arranjos dinâmicos que refletiram a identidade e energia do grupo. A interação com os presentes foi constante, criando um ambiente de proximidade, celebração e partilha que tornou este momento ainda mais especial.

Esta atuação representou não só uma oportunidade de levar a cultura académica a novos contextos, mas também de contribuir para um evento dedicado à saúde e ao bem-estar, reforçando a importância da música como elemento agregador e promotor de emoções positivas.

A TUNA da AUTITV agradece à USF Gama o convite e a forma calorosa como foi recebida, bem como a todos os participantes pelo acolhimento e entusiasmo demonstrados durante a atuação.

Momentos como este reforçam o compromisso da TUNA em continuar a divulgar a tradição académica, levando a música a diferentes públicos e contextos, sempre com o mesmo espírito de alegria e dedicação.

Até à próxima atuação!

07/11/2025

Convívio de São Martinho - 6 de novembro de 2026

No dia 6 de novembro, nas instalações da AUTITV, a
ssistimos a uma palestra sobre o vinho, proferida pelo professor António Pedro Belchior, onde fomos convidados a conhecer melhor a história, a produção e as características desta bebida tão importante na nossa cultura.
Após a palestra, seguiu-se um convívio de São Martinho, marcado por um ambiente acolhedor e descontraído, onde não faltaram castanhas assadas, vinho, pã
o com chouriço e bons momentos de partilha e confraternização entre todos os participantes.

04/11/2025

Assembleias Gerais Ordinárias_04.12.2025




Os sócios que pretendam analisar previamente os documentos a aprovar no ponto um da ordem de trabalhos - Apresentação e votação do Plano de Atividades e do Orçamento para 2026, têm disponíveis para levantar, na secretaria da AUTITV, nos dias 27 e 28 de novembro, os cadernos da Assembleia com os documentos a aprovar.

6º Encontro de grupos Corais em Grândola - 1 de novembro de 2025

No dia 1 de novembro de 2025, o grupo de Violas da AUTITV esteve presente no 6º Encontro de grupos Corais em Grândola. Além do grupo de Violas da AUTITV - Torres Vedras participaram As cantadeiras das Aldeias - Alcácer do Sal, o Grupo Coral Harmonia - Santiago do Cacém e o Grupo Coral Vozes de Grândola.

Satisfazendo o pedido que me foi feito, para que fizesse uma crítica ao desempenho do grupo de violas da AUTITV no passado dia 1 de Novembro em Grândola ,aqui deixo as minhas impressões. Avisando desde já que os meus conhecimentos musicais não passam para além de uma mera ouvinte,que apenas sabe distinguir o que lhe agrada ou não.

Sem querer pôr em causa o gosto musical de cada um, atrevo me a dizer que a atuação do nosso grupo, me proporcionou momentos de grande prazer musical. Com belíssimas interpretações quer no campo instrumental quer vocal. Estão de parabéns os nossos músicos.

Na minha modesta opinião houve 2 grupos que se destacaram ,um deles foi o da nossa AUTITV . Ate à próxima e bem hajam pelo esforço em prol do bom nome da AUTITV.

02/11/2025

Em 31 de Outubro de 2025 a AUTITV foi a Conímbriga e Coimbra



Foi neste dia, que a AUTITV foi a Conímbriga e Coimbra, numa proposta das professoras da disciplina de Cerâmica e Decoração Cerâmica.

Apesar da chuva intensa que se fez sentir ao longo do dia, contámos com a presença de 29 participantes.

No período da manhã, fomos ao Museu Nacional de Conímbriga, que se encontra em Condeixa-a-Velha, a 16km de Coimbra.

Devido às condições meteorológicas, não foi possível visitar todo o complexo das Ruínas de Conímbriga.

Assim, fomos acompanhados, em visita guiada, pelo senhor Miguel Pereira, que nos explicou a origem e evolução deste lugar, que foi habitado desde o final da Idade do Bronze e o inicio da Idade do Ferro (sécs. VIII a II AC).

Conímbriga foi um castro de origem Celta com grande importância comercial e social.

O seu nome quer dizer “lugar alto e rochoso” e “povoação fortificada” e tem origem na tribo Conii que aqui se instalou.

Foi, mais tarde, romanizada com a chegada dos Romanos à Península Ibérica no séc. I a.C., no tempo do Imperador Augusto, tornando-se numa Circunscrição Administrativa da Lusitânia.

A sua importância perdurou durante o Império Romano, até ao século II d.C.

Entretanto, com a invasão dos povos Bárbaros, os Alanos, Vândalos e Suevos, os cidadãos de Conímbriga decidiram construir uma segunda linha de defesa, no séc III dC. Não havendo pedras suficientes para a construção desta muralha, resolveram demolir a parte externa da malha urbana. Assim, casas, monumentos e estátuas foram destruídos e a sua pedra reutilizada para se erguer a nova muralha.

Mais tarde, aqueles que conseguiram fugiram para Aeminium (actual Coimbra).

Os Suevos invadiram e tomaram posse de Conímbriga, tendo saqueado e escravizado os seus habitantes.

No séc. VI, Conímbriga torna-se sede episcopal durante a monarquia visigótica, sendo mais tarde, abandonada e as suas funções, bem como o seu bispo, transferidos para Aeminium.

No exterior, pudemos apreciar os vestígios da presença romana, as suas muralhas, o aqueduto e o que resta da Casa dos Repuxos, casa de peristilo central com lago ajardinado e repuxos e belíssimos mosaicos que representam temas mitológicos, cenas de caça e do dia-a-dia.

Terminámos a manhã com um almoço no restaurante do museu, o Banquete Romano. Apesar da longa espera, foi muito apreciado por todos, em alegre convívio, o que compensou pela água que São Pedro, tão generosamente, nos regou.

A seguir a este generoso repasto, dirigimo-nos a Coimbra, para fazermos a visita ao Criptopórtico do Museu Nacional Machado de Castro e a Capela Real, e a Biblioteca da Universidade de Coimbra.



COIMBRA

Coimbra ou Aeminium, é uma antiga cidade romana que, depois da decadência de Conímbriga, se tornou importante. Foi um importante entreposto comercial e a residência de D. Henrique e D. Teresa, tendo aqui nascido D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

A importância de Coimbra manteve-se inalterada até aos dias de hoje, transformando-se na Cidade Universitária e do Conhecimento.

Um dos vestígios mais antigos de Aeminium, o Criptopórtico, data da época romana, séc. I, altura em que foi fundada por ordem e proteção de Conímbriga.

O Criptopórtico de Aeminium, foi construído para vencer o desnível do terreno e suportar a construção do Fórum da cidade onde se instalou a sede da vida política, administrativa e religiosa de Aeminium, a Coimbra romana.

Na Idade Média, séc. XI ou XII, o fórum foi substituído pelo Palácio Episcopal da cidade, e no séc. XX foi convertido no Museu Nacional Machado de Castro.

MUSEU NACIONAL MACHADO DE CASTRO

O Museu Nacional Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal. O seu nome é uma homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. Este é, essencialmente, um museu de arte sacra com proveniência regional. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes Decorativas.

Este núcleo museológico é composto pelo:

– Edifício do antigo Paço Episcopal – está classificado como Monumento Nacional desde 1910 e, está integrado desde 2013 na área classificada pela Unesco como Património Mundial da Humanidade da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia.

– O Edifício Novo – projetado por Gonçalo Byrne e inaugurado em 2012.Trata-se de um amplo edifício que se articula com o Criptopórtico e com os espaços do antigo Paço Episcopal e acolhe grande parte da coleção do museu (escultura, pintura, ourivesaria, etc.), e inclui ainda novas zonas de entrada e uma cafetaria/restaurante com esplanada exterior. Este edifício mereceu a atribuição do prémio Piranesi/Prix de Rome 2014, devido à sua qualidade arquitectónica, na reconversão do Museu Nacional de Machado de Castro.

– E, o Criptopórtico romano – construído em meados do séc I, para sustentar o Fórum. Este Criptopórtico apresenta-se em dois andares e possui uma vasta rede de galerias e espaços comunicantes, razão pela qual faz parte do percurso de visita ao museu, constituindo um dos seus mais importantes atractivos.

O espaço do Museu Machado de Castro dedica-se também a projectos de investigação e à conservação e restauro de obras de arte e de vestígios arqueológicos.

Na nossa visita ao Criptopórtico pudemos apreciar, além das galerias subterrâneas, alguns retratos de figuras importantes da sociedade romana da época, entre os quais Trajano, séc. I - séc. II, Agripina-a-Antiga, séc. I e o Retrato de Lívia séc. I.



Patricia Ballu

Dezembro 2025



Viagem a Coimbra



Subir ou descer as ruas do "Centro histórico de Coimbra", num dia chuvoso e ventoso, não é coisa fácil. Num dia assim, lá fomos para a zona alta da cidade, envolvida pela "Universidade de Coimbra" (outrora "Paço Real de Portugal"): uma das universidades mais antigas do mundo (fundada em 1290 no reinado de D. Dinis), e ainda em funcionamento com mais de 25 000 alunos.

Iniciámos a visita a uma parte deste complexo - "Capela de S. Miguel" e "Biblioteca Joanina", com a orientação de um guia. Assim...

A "Capela de S. Miguel", um exemplo notável da arte romana portuguesa, foi mandada construir, no século XII, durante o reinado de D. Afonso Henriques, e sendo usada como oratório privativo do antigo "Paço Real". Com uma fachada simples mas elegante, esta capela impressiona pelo seu interior ricamente decorado com frescos medievais. A decoração atual resulta de trabalhos realizados, maioritariamente nos séculos XVII e XVIII. Neste espaço sumptuoso e harmonioso, destacam-se: os tetos; o revestimento, azulejar de padronagem azul e branca, de grande parte da nave da capela; o retábulo com o altar-mor ornamentado a talha dourada; o sacrário; o púlpito (utilizado pelo P. António Vieira em 1673 para proferir o sermão a Santa Catarina; a tribuna real; e o órgão barroco, com caixa decorada com motivos chineses semelhantes aos das estantes da "Biblioteca Joanina" (1737), e com mais de 2000 tubos e que ainda hoje funciona.

É nesta capela que se realizam, ainda hoje, cerimónias oficiais e os casamentos dos actuais e antigos estudantes, professores e funcionários da Universidade de Coimbra.

De seguida, fomos visitar a "Biblioteca Joanina". Visitar esta biblioteca é uma experiência única. É considerada uma das mais ricas bibliotecas barrocas da Europa. Deve o seu nome ao seu encomendador, o rei D. João V, que utilizou a riqueza proveniente do ouro e diamantes do Brasil para a sua construção. Mais que um repositório de livros, esta biblioteca guarda em si um verdadeiro tesouro histórico de cerca de 60 a 70 mil volumes, na sua grande maioria datados do século XVI ao século XVIII, representando o que de melhor se imprimiu na Europa nessa época. Trata-se de uma biblioteca esplendorosa dividida em três pisos, e cada um com a sua função e os seus segredos.

O percurso foi iniciado por um piso onde estava instalada a prisão académica, destinada exclusivamente à comunidade universitária em caso de delitos (como, por exemplo, copiar nos exames, adormecer nas aulas). O piso intermédio funcionou como apoio aos guardas da prisão académica e como depósito de livros. Neste piso destacam-se, nas pedras das arcadas, as pequenas marcas gravadas pelos canteiros, em jeito de "assinatura".

O terceiro piso, o piso nobre, é o coração da "Biblioteca Joanina", onde a ostentação de um barroco tardio atinge o seu auge. É um piso composto por três salões, ricamente decorados e alinhados como se se tratasse das naves de uma basílica. Os tetos são abobadados e ricamente pintados, e as paredes estão forradas de estantes com livros. Estas estantes, de dois andares e madeira de carvalho, são decoradas com folhas de ouro. Ao fundo do último salão, encontramos uma pintura imponente com a figura de D. João V. Toda a biblioteca e a sua rica ornamentação foi feita com uma profusão de madeiras nobres que se mantém até aos dias de hoje.

Quando saímos, as mesas já ficaram protegidas com toalhas de cabedal para os visitantes da noite, os morcegos guardiões alados da biblioteca, fazerem o seu banquete.

Após a saída da biblioteca, um grupinho de cerca de oito audazes, ainda se aventuraram a percorrer algumas ruelas com o intuito de visitar a "Sé Velha de Coimbra", que é um dos monumentos mais emblemáticos da arquitetura romana da cidade de Coimbra. Todos ficaram impressionados com a grandiosidade do espaço e a beleza das colunas e arcos românicos. A luz (que entra pelas janelas) cria um ambiente solene acolhedor, perfeito para a reflexão e para a contemplação. A "Sé", um edifício de três naves e cabeceira tripartida, é um local de culto desde o século XII. A sua construção começou no reinado de D. Afonso Henriques, quando este se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. É a única catedral portuguesa construída na época da "Reconquista", cuja estrutura chegou intacta até à actualidade. Foi uma visita rápida, de cerca de vinte minutos, porque era tempo de fazermos a caminho de regresso até junto dos que nos aguardavam dentro da camioneta para regressar a Torres Vedras.

Chegamos a Torres Vedras pelas 20 horas e 30 minutos.


As professoras de Cerâmica, Conceição Anes e Patricia Ballu