26/06/2009

A Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras viajou até ao Porto



Foi em ambiente de alegria e companheirismo que decorreu a viagem de estudo ao Porto nos dias 16 e 17 de Junho. Integrada nas actividades do final do ano lectivo, organizada pela AUTITV e sob a orientação da professora de História, Rita Sarreira, pretendia-se com ela, neste ano de 2009, evocar os duzentos anos da 2ª Invasão Francesa e a campanha de Soult no norte do país (7 de Março a 18 de Maio de 1809) de onde foi obrigado a retirar.
A primeira paragem aconteceu no Miradouro da Serra do Pilar em Vila Nova de Gaia. Espaço privilegiado para mirar uma fantástica vista da cidade do Porto disposta em anfiteatro sobre as colinas que dominam o rio Douro de águas serenas. As suas pontes, o casario da Ribeira, a Muralha Fernandina e, espalhados como que ao acaso, torres e igrejas, palácios e monumentos. Lá em baixo, junto ao rio, o monumento de Souto Moura, evocativo do Desastre da Ponte das Barcas, inaugurado a 29 de Março de 2009 pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e que veríamos mais de perto ao findar a tarde depois de um cruzeiro pelo Douro das seis pontes.
Mais do que este moderno monumento em aço corten me haveria de impressionar o baixo-relevo de Teixeira Lopes que relembra o afogamento de milhares de pessoas que, na ânsia de escaparem às tropas francesas, se precipitaram para a Ponte das Barcas cuja estrutura não suportou o peso e se abriu.
E é nesta “alminha” instalada numa parede da Ribeira que as pessoas acendem velas e colocam flores em memória dos que pereceram na tragédia da velha ponte.
E, entre a chegada e a partida, foram dois dias de Porto, dois dias de muito ver e de muito admirar: a Sé com os seus claustros góticos revestidos de painéis de azulejos e os tesouros artísticos do museu anexo: paramentos, pratas, livros e jóias; a Igreja de S. Francisco que serviu de cavalariça às tropas de Napoleão; o Museu Soares dos Reis com as colecções de pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica,
Na Biblioteca, instalada nos jardins do Palácio de Cristal, recordámos o País de História que somos numa elucidativa exposição dedicada às Invasões Francesas.
A beleza e a leveza da arquitectura e da decoração do Palácio da Bolsa encantaram- -nos. E na “Catedral” dos sons – a Casa da Música – sem termos assistido a qualquer concerto, “ouvimos” sonatas e sinfonias, prelúdios e nocturnos em notas que se soltavam das suas salas, corredores e auditórios e nos vinham cair na alma.
Mas o Porto não seria o Porto se não houvesse quem nos falasse do seu vinho. Foi o que aconteceu na Garrafeira do Infante e nas Caves Porto Ferreira (em Gaia). Ouvimos, aprendemos, provámos e comprámos.
A única noite na Cidade Invicta, calma e amena, convidava a um passeio a pé. Deambulámos pelo Porto antigo, passeámos pela Avenida dos Aliados com o majestoso edifício da Câmara Municipal. Fomos até à estação de São Bento que nos recebeu numa entrada revestida de magníficos painéis de azulejos em azul e branco. E a Torre dos Clérigos cumprimentou-nos várias vezes na vaidade dos seus 75 metros e do seu estatuto de ex-líbris da cidade.
Conhecer as nossas terras, viajar com a nossa gente não cansa. Por isso já sonhamos com outras viagens.
Maria do Espírito Santo Miranda

4 comentários:

Andradarte disse...

Bravo Srª. Directora. Já tinha visto os seus versos e gostei de ver a sua discrição da Viagem ao Porto.
Venham outras viagens e outros artigos no nosso Blog.
Beijo

AUTITV disse...

Minha amiga
Não doeu nada e partilhou connosco um belo texto sobre o Porto.
Beijinhos.

alcinda leal disse...

Gostei muito do texto da Espírito Santo, tal como gostei dos outros!
Já repararam no privilégio que temos de poder ter acesso a vários olhares sobre este agradável passeio?
É isso que se pretende com esta rede de comunicação!
Boas férias!
Alcinda

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