20/03/2020

Adiamento da Assembleia Geral Ordinária

A AUTITV informa que devido à situação vivida no país e ao estado de emergência decretado, a Assembleia Geral marcada para o dia 26 de Março, não se efectuará.
Quando estiverem reunidas as condições para a sua realização, oportunamente será comunicado.
A Presidente da Assembleia Geral

06/03/2020

VISITA À SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LISBOA E EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE SÃO ROQUE “UM REI E TRÊS IMPERADORES”

A 5 de Março passado, a disciplina de Genealogia levou a cabo uma visita de Estudo ao Museu de São Roque, onde está a decorrer a exposição “Um Rei e três Imperadores” e ao Museu Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


As visitas foram guiadas pela Dra. Patrícia Lamas e Dr. Ricardo Máximo, o primeiro relativo à exposição de São Roque e o segundo debruçou-se na vertente da Santa Casa da Misericórdia tendo a preocupação de nos elucidar sobre os factores que levaram à sua Fundação, seus propósitos e a inevitável componente genealógica através dos expostos e enjeitados que se recebiam na chamada “Roda dos Expostos”.

A Dra. Patrícia Lamas tendo a seu cargo a descrição pormenorizada da exposição, exaltou em primeiro lugar o papel preponderante e notável da missão católica na China atribuído em exclusividade aos jesuítas, donde se sobressai inicialmente S. Francisco Xavier, sob o padroado português. Detalhou a habilidosa diplomacia de D. João V que com “fios de seda” foi levando a água ao seu moinho no diálogo com os três Imperadores, de nomes Kangxi, Yonzgeng e Quianlong. 
Tendo reinado durante 44 anos, D. João V foi-se debatendo mais acintosamente com o segundo Imperador (Yonzgeng).
Caracterizando estes Imperadores encontramos que o primeiro (Kangxi) foi o terceiro imperador da Disnastia Qing, a última do Império Chinês, de origem Manchu; o segundo (Yonzgeng), o que mais lidou com o Reino de Portugal, foi o quarto imperador da Dinastia Manchu; Quianlong quinto imperador manchu da Dinastia Qing.
Entre os Séculos XVII e XVIII os Imperadores Chineses e D. João V travaram relações determinantes, no diálogo entre o Ocidente Europeu e o Império do Meio. China e Portugal assumem-se potências e agem como potências. A China suportada pela sua dimensão, sua força e na sua potência da sua civilização e Portugal suportado no seu Império, no prestígio da Cristandade, no Padroado do Oriente e na Companhia de Jesus. Grandes embaixadas são enviadas, destacando-se António Magalhães ao ser investido pessoalmente pelo Imperador Kangxi e feito seu Mandarim de 3º. Grau de barba e hábito vermelho, ao chegar a Portugal e ser recebido por El-Rei D. João V, e quando regressa à China vê ser-lhe manifestado pública e claramente por Yongzheng o favor imperial através do barrete de pele.
Assim se mantém a pujança dos Jesuítas não só como missionários do Cristianismo, mas também como interlocutores de privilégio da Coroa de Portugal.
Eis algumas fotos da exposição: 





A Dra. Patrícia Lamas, proporcionou-nos através de uma comunicação fácil, interactiva, precisa e de diálogo afável uma empatia plena de satisfação.

Ao Dr. Ricardo, estava reservado a intromissão no mundo do Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa onde detém até esta altura o maior acervo de expostos ou enjeitados do País. Nesta área, claro que os alunos de Genealogia se encontravam mais ansiosos, pois “expostos” quer sempre dizer mistério ou melhor incerteza. 

Foi uma explicação onde inicialmente se mencionou a data da fundação da Instituição, que se situa a 15 de Agosto de 1498, coincidente com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, por iniciativa da Rainha D. Leonor de Avis, esposa de D. João II. Daí à atribuição no Século XVI a incumbência da criação e educação das crianças órfãs da Cidade de Lisboa, como por exemplo a administração do Hospital de Todos os Santos, onde abrangia a hospedagem, o abrigo, o apoio, não só de doentes como de crianças desamparadas e sem tecto.

Falou-se na “roda dos expostos” onde na sua parte externa se depositava a criança abandonada, e na zona interna se recolhia a mesma através da “rodeira” registando de imediato a sua entrada, com todos os sinais e características do bebé, verificando-se se era acompanhado de algum sinal, de resgate ou não, e de imediato o recebimento do sacramento do baptismo.

Eis imagens, não só do Livro de registos, como de sinais de um possível resgate:



Sobre o guia, Dr. Ricardo Máximo, também foi um elemento, disponível, conhecedor, atento e muito dialogante, tendo granjeado a simpatia dos professores e alunos presentes.

Por sugestão da Dra. Patrícia Lamas, foi possível e um privilégio visitar a “Brotéria” espaço que integra o pólo cultural de São Roque, sito no antigo Palácio dos Condes de Tomar, através de uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. É um espaço lindíssimo integralmente restaurado, onde se destaca a imponente escadaria em mármore iluminada por uma enorme clarabóia e onde se tem acesso ao andar superior, com salas de estudo, salas de eventos, biblioteca e a um oratório. A sala de estudo, denominada “sala dos couros” é escura por todas as paredes serem forradas a couro. Os tectos são totalmente trabalhados e foi motivo de grande interesse e satisfação. 

De realçar que a Brotéria foi fundada em 1902, em homenagem a Avelar Brotero constituindo-se como revista focalizada para as Ciências Naturais, seguindo os naturalistas da Companhia de Jesus.

Grande clarabóia de entrada

 Oratório

Sala de Estudo ou dos Couros

Foram visitas muito interessantes plenas de cultura que muito nos enriqueceu e estamos crentes que foram suplantadas todas as expectativas.


Adolfo Conceição

21/02/2020

Carnaval de 2020, na AUTITV....


A tradição manda que se festeje o Carnaval na AUTITV e, à semelhança de anos anteriores, na tarde do dia 20 de Fevereiro, de 2020, realizou-se o habitual "encontro/assalto".

Um grupo de alunos, bem animado e divertido, desfilou pelos "salões" da AUTITV, com máscaras que evidenciaram muita imaginação e criatividade.

Também com uma imensa vontade de partilhar com a sociedade torriense toda a sua jovialidade e boa disposição, o grupo saíu à rua e desfilou pelo centro da cidade, demonstrando desta forma que, brincar ao Carnaval, é para todas as idades.

Ao final da tarde, todos confraternizaram nas instalações da AUTITV, durante um lanche partilhado.

















18/02/2020

Viagem à Bélgica - 21 a 25 de Maio de 2020


Ainda sobre Cesário Verde...


CESÁRIO VERDE, GRANDE POETA 

Na tarde do passado dia 14 de Fevereiro, o professor Joaquim Moedas Duarte animou um colóquio falando de Cesário Verde que ficou conhecido como poeta mas foi também vendedor de parafusos e exportador de frutas. O seu pai tinha na baixa lisboeta uma loja de ferragens que o poeta chegou a gerir, além de uma quinta em Linda-a-Pastora, onde cultivava fruta de boa qualidade. 

Moedas Duarte começou por esclarecer que não ia dar uma lição mas sim um testemunho pessoal sobre o modo como se deixou fascinar pela obra daquele poeta, para que as pessoas presentes ficassem também a gostar dele e lessem a sua obra. 

A obra conhecida de Cesário Verde consta de 41 poemas e 32 cartas. Algumas delas para o seu amigo Silva Pinto – escritor, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista – o qual, após a morte do poeta, coligiu parte dos poemas e publicou-os com o título O Livro de Cesário Verde. Antecedeu os poemas com um texto escrito no próprio dia do funeral do amigo, páginas repassadas de desgosto que ainda hoje nos impressionam pela sua pungência. Moedas Duarte relatou que foi esse texto, lido há muitos anos, que o motivou a conhecer melhor Cesário Verde, indo ao ponto de sentir necessidade de ir até junto do jazigo onde repousam os restos mortais do poeta, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. 

Cesário Verde nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1855 e morreu no Paço do Lumiar, com 31 anos, a 18 de Julho de 1886, vítima de tuberculose. Toda a sua curta obra foi publicada, no seu tempo, em jornais e revistas. e só depois da sua morte é que foi publicada em livro. 

Fialho de Almeida, primeiro, e Fernando Pessoa mais tarde, reconheceram o extraordinário valor do poeta. Sobretudo F. Pessoa que o considerou seu Mestre e o nomeou em diversos passos da sua obra. 

Cesário adoeceu gravemente e sentindo a aproximação da morte foi para Caneças para beneficiar de ares mais puros naquela região. De lá escreveu a um amigo: “curo-me? Sim, talvez. Mas como fico eu? Um cangalho, um canastrão, um grande cesto roto; entra-me o vento, entra-me a chuva no corpo escangalhado” 

Moedas Duarte leu vários poemas de Cesário acompanhados de observações e comentários. 

Os alunos presentes gostaram muito, a avaliar pelos grandes aplausos finais. 

                                                                 (Joaquim Cosme)










Colóquio: Cesário Verde...



No dia 13 de Fevereiro de 2020, o associado Joaquim Moedas Duarte, realizou, na sede da AUTITV, um colóquio sobre o escritor Cesário Verde, uma das figuras mais importantes da literatura/poesia portuguesa.

Este encontro reuniu um número significativo de alunos desta universidade, todos muitos interessados pelo tema e, na sua maioria, ávidos por conhecer mais sobre a obra deste poeta, que, não obstante ter morrido muito jovem (apenas com 31 anos), deixou-nos um rico e interessante legado.

Do "Livro de Cesário Verde" foram lidos, interpretados e comentados alguns poemas, que muitíssimo bem revelam o "sentir" deste poeta de inspiração profunda...!!!

AG





17/02/2020

Festival de Grupos Musicais da RUTIS em Ourém - 16 de Março


Claustros do Convento da Graça


No dia 13 de Fevereiro, de 2020, a professora Rita Sarreira, da disciplina de "História Local", organizou uma visita de estudo à Igreja e Convento de Nossa Senhora da Graça, em Torres Vedras, para um estudo e apreciação dos azulejos ali existentes.

O grupo de 40 alunos foi recebido pela Conservadora do Museu Leonel Trindade, Isabel de Luna, licenciada em História/Arqueologia pela Universidade do Porto, com Pós-Graduação em Direito do Património Cultural pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e "Master of Anthropoloy.Museoloy", pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.
No decorrer da visita, foram analisados os azulejos que, desde 1725, revestem as paredes dos Claustros do Convento da Graça, os quais são atribuídos a um pintor azulejador desconhecido, que assinava todas as suas obras com P.M.P. 
Estes azulejos ilustram a vida de D. Frei Aleixo de Meneses, que ingressou no convento de Nossa Senhora da Graça de Lisboa com 15 anos de idade e onde recebeu o hábito de eremita de Santo Agostinho, a 24 de Fevereiro de 1574.

Dando continuidade à interessante visita, foi possível aprofundar os conhecimentos sobre a vida de Frei Aleixo de Meneses, que, em Coimbra, frequentou os cursos de Filosofia e Teologia e, em 1588, com 28 anos de idade, foi eleito prior do convento de Nossa Senhora da Graça de Torres Vedras, onde exerceu o cargo até 1590. 
Cinco anos depois (em 1595), Frei Aleixo de Meneses embarcou para a Índia, e, ao  chegar a Goa (onde se fixou), aí fundou vários conventos, casas de acolhimento para mulheres, igrejas e colégios. Em 1607 exerceu o cargo de vice-rei da Índia e ao regressar a Portugal foi nomeado arcebispo de Braga, tendo tomado posse em 1612, com 53 anos de idade. 
Veo afalecer em Madrid em 1617 com 58 anos e encontra-se sepultado na capela-mor da Igreja do Pópulo, em Braga.

Outros painéis de azulejos encontram-se também na Igreja do Convento de Nª Sª da Graça, em particular na sala da portaria,os quais apresentam a vida de S. Gonçalo de Lagos, prior na vila de Torres Vedras entre 1412 e 1422.
A finalizar esta visita, o grupo de alunos da AUTITV teve oportunidade de assistir a uma mostra de vários azulejos de diferentes épocas, estilos, técnicas e materiais.

                                                                          (Helena Pina)








12/02/2020

Envelhecimento Activo


Um grupo de alunos do 12º ano do curso profissional de Técnico Auxiliar de Saúde da Escola Secundária Henriques Nogueira, acompanhado pela sua professora Isabel Esteves, efectuou hoje, dia 12 de Fevereiro de 2020, uma visita de estudo às instalações da AUTITV.
Durante a visita os referidos alunos e professora tiveram oportunidade de conhecer um pouco da realidade desta universidade sénior, conversando com alunos/seniores e respectivos professores das disciplinas de: "Italiano", "Espanhol", "Inglês", "Pintura em Acrílico", "Fotografia" e "Tuna", tendo ainda oportunidade de assistir a um vídeo com imagens das várias actividades realizadas na AUTITV durante o ultimo ano lectivo (2018/2019). 














Esta iniciativa inseriu-se no âmbito da unidade "Envelhecimento Activo", com o objectivo de sensibilizar os jovens para a necessidade de dar igualdade de oportunidades de combater a exclusão social e promover a participação de todos os cidadãos.