24/11/2019

Roteiro Fotográfico por Terras Alentejanas...!!!


Marvão, Ammaia e Castelo de Vide, foram o grande foco do primeiro Roteiro fotográfico do ano lectivo 2019/2020, organizado pelo prof. Lourenço Luis, da disciplina "Oficina da Fotografia" que se realizou, no dia 22 de Novembro.


Um grupo de 40 alunos da AUTITV, "pôs-se então a caminho", bem cedo, para bem cedo chegar a Marvão, onde uma simpática guia (especialista em tudo o que diz respeito à grande diversidade de aspectos relacionados com os roteiros turísticos das regiões em apreço), nos aguardava para conduzir o grupo pelos belíssimos cantos e recantos daquela encantadora região alentejana.


Inicialmente, as condições climatéricas não eram as melhores para concretizar todos os nossos objectivos.
Mas coragem foi coisa que não nos faltou e, nem a chuva que teimava em "estragar" os momentos para bons registos fotográficos, conseguiu ser um impedimento, porque, com chapéu de chuva numa mão e na outra a máquina fotográfica, foi o suficiente para não deixarmos para trás aquilo que  todos considerámos ser importante fotografar, e, cada um à sua maneira, fez as escolhas que bem entendeu e que estavam ao seu alcance.

Como nestas coisas há sempre um Plano B, a guia accionou-o e muitíssimo bem, porque, durante um período de forte chuvada, abrigados no Centro Interpretativo/Casa da Cultura da Vila de Marvão (Património da Humanidade), assistimos, confortavelmente sentados, a um filme/documentário, que nos mostrou, na íntegra, a Vila e nos contou toda a sua história, sem que nenhum pormenor faltasse. 

Contudo e decorrido o pior momento dessa manhã, no que  a intempéries diz respeito, ainda deu para percorrermos as sinuosas ruas da Vila, onde o branco do casario, a forma cuidada como tudo se apresenta e a espectacularidade da paisagem, de imediato a todos conquistou...











Mas eram horas de partir para Ammaia e despedimo-nos de Marvão com uma enorme vontade de voltar...












Descobrir as ruínas da cidade romana de Ammaia, enquadradas entre o Rio Sever e a Ribeira da Madalena, era o segundo ponto de grande interesse para grupo, pelo desejo de fotografar tudo o que até à data já tem sido descoberto e que de tão importante se tem revelado para explicar a enorme importância desta cidade ao longo da colonização romana. 









Por essa altura já o sol dava o ar da sua graça e então foi fácil percorrer o Parque Arqueológico, de forma calma e tranquila, ouvir as explicações de um especialista naquela matéria e procurar os melhores ângulos para conseguir boas fotografias. 












Ainda em Ammaia tivemos também uma interessante visita guiada pelo Museu Monográfico desta cidade romana, sem qualquer proibição para captação de imagens, o que a todos agradou.



Foi uma manhã de "intenso trabalho", é verdade, mas logo a seguir tivemos a compensação de um delicioso almoço, onde não faltou a carne de veado e as castanhas, uma grande tradição gastronómica desta região.



Após este magnifico repasto era hora de partir em direcção a Castelo de Vide. Um lugar de grande interesse turístico, pela riqueza do seu património histórico, arquitectónico e cultural. Os seus monumentos, Igrejas, Praças e Jardins, são um convite permanente à contemplação e, obviamente que, com tanta beleza ao nosso redor, o que mais se ouvia eram os disparos das máquinas fotográficas.

















Inevitável, era também uma visita à Judiaria e ao seu Museu e é claro, fizemo-lo com todo o gosto e muito interesse, registando cada facto e cada pormenor relatados pela nossa guia, também muito experiente nesta matéria, mas desta vez sem permissão para captação de imagens.


Já a tarde ía longa e a temperatura cada vez mais baixa, foi chegado o momento da última surpresa do dia, para aquecermos um pouco, antes de iniciar a viagem de regresso a Torres Vedras: 





À entrada do castelo, castanhas assadas, quentinhas e boas e licor de mel, esperavam por nós... !!!

 

A finalizar este relato, é de realçar e agradecer a excelente organização desta visita, que nos enriqueceu e a todos proporcionou momentos de agradável convívio.



23/11/2019

Workshop de Biografia

Realizou-se, no dia 21 de novembro, pelas 15 horas, um Workshop de Biografia, orientado pela professora de Biodança, Virgínia Silva. Segundo Freidrich Ruccket “Em cada um vive uma imagem, daquele que deve vir a ser. Enquanto ele não a realiza, não alcança a sua paz.”. A sessão iniciou-se com a apresentação individual de cada um dos presentes e a divulgação dos motivos e perspetivas que levaram à inscrição nesta atividade.
Passámos, depois, à parte prática e lúdica onde, passo a passo, a professora conduziu cada um dos participantes, a fazer uma caminhada interior, começando por levá-los a pensar e seguidamente a desenhar e pintar, numa folha de papel, dividida em quatro partes, onde cada um, se identificava com um mineral, um animal, uma planta e, por último, num ou mais elementos da natureza.
Seguidamente, foi entregue uma folha com a “Roda da Vida”, onde cada um , de 1 a 10, fez a avaliação do seu nível de satisfação atual, em cada uma das áreas da sua vida.
Passámos, depois para as melhores recordações de três fases importantes que marcam o percurso da nossa vida – do nascimento à maioridade: ”O mundo é bom" -1ºsepténio: 0-7 anos; “O mundo é belo”- 2ºsepténio: 7-14 anos e “O mundo é verdadeiro”- 3ºsepténio: 14-21 anos, que nos ajudaram na compreensão e reflexão desses momentos no desenvolvimento da nossa vida.
Foi uma tarde muito interessante e enriquecedora que nos forneceu algumas ferramentas para aplicarmos na nossa vida. Nos tempos frenéticos que estamos a viver, é preciso parar e refletir, assim como, termos tempo para o silêncio. Saímos todos mais ricos interiormente.

Maria Antónia Alves

19/11/2019

Almoço de Natal 2019


Palestra - Alguns aspectos de Torres Vedras durante o antigo regime


No passado dia 14 de Novembro, teve lugar na sede Autitv, uma palestra sobre o tema “Alguns aspectos de Torres Vedras e da sua sociedade durante o Antigo Regime”, a cargo do Dr. João Flores Nunes da Cunha, que muito tem investigado e estudado sobre a vida e a sociedade torriense.

A sua exposição entusiasmou desde o início, pelo grande interesse que desde logo despertou em todos os que se propuseram ouvir atentamente a forma pormenorizada como apresentou esse período da História de Torres Vedras, que vai desde o Século XVI ao Século XVIII, referindo-se às suas características ao nível político (pelo Absolutismo), ao nível económico (pelo Mercantilismo) e, finalmente, no que à sociedade diz respeito (pela divisão em Ordens).
O orador realçou a forma como ao longo dos tempos tem conduzido os seus trabalhos de investigação, os quais foram iniciados pela genealogia e posteriormente por muitas pesquisas, quer na Torre do Tombo e nos Arquivos de Torres Vedras, quer nos Registos Paroquiais, referindo-se em particular à consulta de Trabalhos do Padre Félix Lopes.
Dos vários assuntos expostos deu destaque às “Portas da Várzea, Santana e Corredoura”; à vontade de D. João III na instalação de uma Universidade em Torres Vedras; ao facto de a Igreja de Na. Sra. Do Amial ser anterior à fundação da nacionalidade; às freguesias que então existiam: Santa Maria, S. Miguel, Santiago e S. Pedro e às colegiadas que eram compostas por um Prior, nomeado pelo Rei e por 10 padres, os quais recebiam uma ração mensal e que por tal motivo eram chamados de raçoeiros.
Relativamente à população existente e à forma como se encontrava distribuída, referiu que, no ano 1309, haveria cerca de 7.000/8.000 pessoas no concelho de Torres Vedras (2.000 habitantes na vila) e, no ano de 1820, cerca de 22.000 pessoas no concelho (4.000 habitantes na vila), sendo que a sociedade era, naquela época, composta por Nobres, Oficiais (ofícios) e Povo.
A finalizar o Dr. João Flores Nunes da Cunha realçou ainda os seguintes factos: que o primeiro Foral de Torres Vedras foi concedido por D. Afonso III; que a Santa Casa da Misericórdia tinha um numero clausulos até 120 irmãos, sendo que o Provedor, Secretário e Tesoureiro eram voluntários; e que, no princípio do século XIX, em Torres Vedras, havia 98 padres no clero secular e 51 frades.

Foi uma interessante palestra sobre a sociedade torriense durante um período já tão longínquo da actualidade, mas que a todos enriqueceu culturalmente.

(Leandro Guedes)



Museu de São Roque e Convento de São Pedro de Alcântara


Pelos trilhos da Literatura fomos até Lisboa, atrás de Poesia/História, programa cultural da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, centrado no Museu de S. Roque e no Convento de S. Pedro de Alcântara.
A estátua de S. Roque surpreendeu-nos logo à entrada. 
Reza a história que sobreviveu miraculosamente ao terramoto de 1755 merecendo lugar cimeiro no átrio da entrada do Museu com a sua designação e, protetor do pobre e do doente, é o Patrono da Misericórdia de Lisboa, fundada por D. Leonor, destinada a essa população desprotegida. 
À pintura, estatuária e demais objetos expostos pelos corredores e salas do Museu é acrescentada informação e declamação de poemas num enquadramento histórico-literário da época. Assim, tivemos o prazer de aplaudir e cumprimentar o simpático Camões após apresentação da Proposição de “Os LUSÍADES”; de ouvir a Marquesa de Alorna que, nobre, elegante, altiva e nostálgica, declamou um dos seus poemas, mostrando-se pouco interessada na aproximação à plebe e de, por fim, num esforço de procura pela Igreja, ouvir, das alturas do púlpito, a voz de Pessoa num mui breve apontamento ao Pe António Vieira porque, semblante vago e distante, «Cansa sentir quando se sente» como confessa o Poeta no seu “Cancioneiro”. 
Após pausa para almoço subimos até ao Convento S. Pedro de Alcântara onde nos foi dada uma lição da História daquele Património no que diz respeito à arquitetura e arte barroca, à difusão da cultura e do saber enquanto centro de formação na área do serviço social e do esino oficial até 2012, sob alçada das Irmãs da Apresentação de Maria, congregação francesa a investir no ensino das letras, do social e das artes (música, pintura) e também no conhecimento do latim necessário à prática do canto Gregoriano a que as Irmãs dão significativo destaque. 
O convento hoje, pertença da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, instala serviços diversos e é roteiro turístico da capital pela riqueza dos seus azulejos do sec. XVIII e alusivos à vida de S. Pedro de Alcântara; dos quadros e pintura mural com destaque para a das paredes e do teto da Igreja com o magnífico efeito de ilusão d`Ótica (“Trompe l`oeil”) e, por fim e não menos importante, dos encastrados de mármores nacionais policromáticos nas paredes da Capela dos Lencastres (MECENAS da Ordem dos Capuchinhos e aí sepultados), contrastando com a garrida pintura do teto. 
Esta capela, ao lado da Igreja e à direita da portaria do Convento, Peça Única da arquitetura nacional, é “A JÓIA” do valioso património do Convento de S. Pedro de Alcântara. 

Regressámos aquecidos pelo Sol, pela Cultura, pela Camaradagem e pela POESIA de UM “SANTO” DIA ao redor de SANTOS. 

                                                                                    (Odete Bento)