
Um quinto dos inscritos é caloiro.
Dia 14 de Outubro teremos uma festinha para os recepcionar e estão todos convidados a participar.
Tem-se falado neste blog das nossas festas de fim de ano.
Dessas festividades fez parte a emissão da revista Caminhar que anda aí de mão em mão.
Destaca-se o seu editorial:
Sem recear quaisquer riscos poderei afirmar que com coragem, determinação e seriedade chegámos ao final de mais um ano lectivo.
Com o empenho de pessoas dedicadas conseguimos um novo espaço onde coabitamos com disciplina e lucidez, procurando manter sempre o justo equilíbrio das situações.
A abertura das novas instalações solidarizou-nos, e assim, no dia 21 de Janeiro, perante a Senhora Governadora Civil e os nossos Autarcas, num espaço quase pequeno para albergar convidados e todos os que connosco quiseram fazer festa, a AUTITV mostrou, com orgulho, o muito que já foi feito nos seus quase seis anos de existência.
A “casa” existe, o trabalho é de todos...
Tem sido bom constatar a vontade crescente dos professores, alunos e até de outras instituições para colaborarem connosco.
São preciosas “bolsas de recursos” que polarizam e galvanizam os interesses comuns com tarefas que visam a melhoria da qualidade de vida dos seniores.
O importante não é só realizar obras, mas também realizar pessoas de modo a que se sintam bem nos espaços que frequentam.
Nesta tarefa todos podemos ser protagonistas.
As danças e cantares, poesias, pinturas, gastronomia, palestras e até concursos, têm sido motivo para incrementar parcerias com outras instituições.
Passeios culturais e visitas de estudo proliferaram ao longo do ano com interesse sempre crescente dos alunos que frequentam as aulas e até dos sócios que se inscrevem.
A parceria com a ASSIM (Associação de Intercâmbio Municipal) levou-nos a Villenave d'Ornon, onde a nossa Tuna cantou num auditório repleto de franceses e de portugueses que numa alegria esfusiante nos ovacionaram de pé, ao ouvirem emocionados cantar em francês e depois a adaptação em português da canção “La vie en rose” da saudosa Edith Piaf.
Na minha memória mais do que a simpática e acolhedora recepção na Câmara de Villenave, o passeio pelas ruas estreitas e empedradas de Saint Emilion, ou o belo momento de uma actuação, ficam as pessoas que com a sua capacidade de entrega e superação tornaram aqueles dias bonitos.
Foi na riqueza ou na singeleza de cada momento, na gargalhada solta ou no diálogo isento que nos redescobrimos e fomos uma vez mais a família AUTITV.
A 4 de Junho festejamos o 6º. Aniversário com uma Missa de Acção de Graças e encheremos os olhos e a alma com o colorido e a beleza das obras de arte feitas com amor por alunos e professores.
Iremos na “Rota de Soult” até ao Porto e conviveremos no dia 19 com a alegria que já nos é peculiar ao som dos talheres e da Música.
A todos desejo Boas Férias e citando Diderot “Há apenas um dever: o de sermos felizes”.
Maria Manuela Estevão
Conforme havíamos informado, hoje, dia 23 de Junho, fomos almoçar a convite do nosso professor Dr. Francisco Crespo na sua propriedade da Quinta da Gaga. Éramos cerca de quarenta.
A ansiedade era tanta que alguns chegaram antes da hora. Mas valeu a pena. O verde da paisagem era tão tranquilizante que apetecia ficar a contemplar.
O anfitrião fez questão de nos mostrar o interior da casa. Trata-se de uma vivenda que recebeu da Câmara Municipal de Torres Vedras o Prémio Municipal de Arquitectura - Habitação Unifamiliar.
Uma mesa repleta de aperitivos despertou-nos a curiosidade e aconteceu o “assalto”. Depois o prometido arroz de caril. Não se viu o tal barril visto na fotografia mas garrafões e garrafas de todas as medidas com vinhos brancos e tintos, sangria, sumos e mais sumos não se esgotaram.
A seguir ao café, um passeio nos espaços relvados ouvindo histórias do professor que nunca se referiu aos malefícios provocados por se comer ou beber demais. Um dia não são dias, deve ter pensado.
E qualquer dia, se nos voltar a convidar, lá estaremos outra vez. É que todos gostaram da experiência.
No passado dia 27 de Maio o professor Manuel Granada deu a sua aula junto ao Chafariz dos Canos, o monumento mais emblemático da nossa cidade. Os alunos ouvem-no sempre com muita atenção mas ali a atenção era redobrada pois era como se estivessem a ver os construtores a moldar as pedras.
As gárgulas, as colunas, os arcos, as abóbadas, as bicas, as nervuras, as ameias, enfim, tudo tem o seu significado e tudo foi muito bem explicado. Dá gosto ouvir este professor.
Odete Correia Lopes, também professora na AUTITV, escreveu e dedicou-lhe este soneto:
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Professor de grande dedicação
Culto, bom carácter, pessoa honrada
Que, surpreendendo em cada lição
Tem por nomes Manuel e Granada
Histórias contadas com humor
Cérebro genial na simplicidade
Bom jornalista e investigador
Ribatejano puro, sem idade
Para ele com profunda Amizade
Pelas aulas de sempre a encantar
Um pedido de reconhecimento
P’ra prestígio da Universidade
Que se mantenha aqui a partilhar
Singular e genuíno conhecimento.
Odete Lopes
fotos - simpatia de arqtvedras.home.sapo.pt
e www.geocaching.com

Foi numa tarde quente e soalheira de Junho, que um grupo de alunos da AUTITV entrou nas Caves Ferreira em Gaia, para uma prova de Vinhos de Porto e uma prelecção sobre os mesmos, que irei de uma forma sucinta tentar descrever.
«O Vinho do Porto só pode ser bebido como aperitivo ou vinho de sobremesa».
É popular a ideia de que, quando o Vinho do Porto não é bebido como aperitivo, é servido para acompanhar queijo e doces. Ambos são muito agradáveis, mas a diversidade de estilos faz do Porto o vinho ideal para acompanhar em muitas outras ocasiões. Com um pouco de imaginação e ousadia, podemos combinar o vinho do Porto com diferentes comidas, diferentes ocasiões e diferentes pessoas.
Porto Branco: Com notas de carvalho e frutos doces ao olfacto, é talvez um dos vinhos mais versáteis de combinações com comidas. A sua doçura (laivos de sabor a mel) corta a austeridade dos queijos curados e frutos secos, é normalmente usado como aperitivo para acompanhar acepipes e entradas, pode e deve ser servido fresco.
Porto Tawny: De tipo baunilhado e mel com travo a amêndoas e especiarias, desenvolvem-se durante o envelhecimento do vinho em pipas de carvalho. Mesmo os Tawnies mais novos (três anos em pipas de carvalho) possuem camadas complexas de sabores que podem ser combinados igualmente bem com pratos de carne ou doces.
Quando este vinho tem mais de sete anos de pipa – Colheita do Ano , Reservas, torna-se demasiado complexo para acompanhar chocolate (a combinação dos dois poderá ser demasiado doce), é ideal para uma variedade de sobremesas, como leite creme, ou frutos de verão maduros.
Tawnies de 10, 20, 30, 40 anos. Como sabem a fermentação hoje em dia é normalmente feita em lagares de inox com maceração pelicular e remontagem à temperatura de 30º c, a adição de aguardente vínica faz parar a fermentação. Estes vinhos fazem um estágio em pipas de madeira durante períodos de tempo variáveis. O vinho final corresponde à média aproximada das idades dos diferentes vinhos participantes no lote; o teor alcoólico do Vinho do porto é de 20%.
Porto Vintage: O rei dos vinhos do Porto que em anos excepcionais de produção é declarado pelo Instituto do Vinho do Porto. Após dois anos de estágio em pipas é engarrafado com uma rolha especial ficando a garrafa deitada, o vinho vai evoluir durante muitos anos podendo ser bebido após quinze anos de envelhecimento, ou nalguns casos durar este processo cem ou duzentos anos. Depois de aberta a garrafa deve-se consumir o vinho durante as próximas 24 horas. Um Vintage poderá gerar um equilíbrio perfeito com um bolo rico de frutos secos e fruta cristalizada.
Porto Late Bottled Vintage: Após quatro anos de estágio em pipa é também engarrafado com rolha especial, devendo estar deitado na garrafeira durante pelo menos sete anos. Possui os sabores mais intrincados de entre os estilos dos Vinhos do Porto, imagine meter à boca de uma só vez um pedaço de amoras, framboesas, cerejas e ameixas misturadas com chocolate preto, café e hortelã fresca … e terá uma ideia deste tipo de vinho. Excelente para servir com praticamente todas as variedades de queijo e chocolate.
E assim termino a doce recordação desta viagem da AUTITV ao Porto, bebendo mais um copo de Vinho Fino que é o nome dado na zona de produção.
Adérito Moreira
A Camerata Vocal de Torres Vedras vai realizar um Encontro de Coros no próximo dia 20 de Junho, sábado, pelas 21.30h, nos claustros do Convento da Graça. A Entrada é livre.
Hoje, 20ª aula da disciplina de GASTRONOMIA, HIGIENE ALIMENTAR E CULINÁRIA, foi efectuado o segundo passeio campestre na procura de plantas espontâneas da beira rio, sua identificação e características, bem como a utilização das mesmas na culinária e tisanas.
ÉTICA E FILOSOFIA
Na AUTITV, no passado dia 25 de Março tivemos o prazer de assistir a uma palestra sobre ética e filosofia proferida pelo professor doutor Leonel Ribeiro dos Santos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Havia sido convidado pelo nosso professor Bento Pereira da disciplina Conversar Ciência.
O que é a ética? O que é a filosofia? Nunca se obtém uma resposta definitiva. Há sempre algo que fica sem resposta.
O conferencista leu-nos e comentou-os textos de Epicuro, de René Descartes e de Vergílio Ferreira. Cada um destes autores tem a sua opinião acerca destas questões.
Epicuro entende que não há idade para filosofar pois a filosofia até pode ser interpretada como uma espécie de ginástica da mente que permite a quem já tem uma certa idade, como nós alunos da AUTITV, ter a agilidade e a robustez de um jovem. Kant chamou a Epicuro mestre da virtude pois plantou flores onde outros colocam espinhos.
“Viver sem filosofar é na verdade ter os olhos fechados…” disse Descartes acrescentando que o que se descobre por meio da filosofia nos dá uma satisfação superior à que se obtém naquilo que a nossa vista descobre.
Vergílio Ferreira afirmou que só nasceu realmente no momento em que chamou a si a solução ou recusa de problemas que outros haviam padronizado.
Leonel Ribeiro com a sua palavra fluente e sorridente cativou a assistência que enchia a nossa sala principal. Disse-nos que a ética sempre existiu embora não se falasse nela. A partir de 1970 quase se tornou moda. Agora até se fala da ética ambiental ou da ética dos animais. Mas quando se fala da falta de ética dos outros é importante que se olhe para nós.
Nas suas palavras iniciais de apresentação disse-nos que não vinha para uma conferência mas para uma troca de impressões. Sem se dar por isso já haviam passado 90 minutos. Não cansava ouvi-lo mas a “ética” aconselhava a terminar esta “troca de impressões”.
E ainda houve tempo para responder às várias questões que lhe foram colocadas e sempre com o mesmo sorriso inicial.
Joaquim Cosme