14/11/2019

Apicultura




No dia 8, realizou-se na Autitv um colóquio com o tema "Muito mais do que o mel", na sequência de uma visita que professor e alunos da Oficina de Fotografia efectuaram à Tapada de Mafra, no dia 17 de Janeiro. 
A visita ao atelier de apicultura suscitou a vontade de saber mais sobre as abelhas e, o desafio foi então lançado.
O apicultor Luís, advogado de profissão, habituado a defender causas, afirmou que a sua admiração pelas abelhas, como família estruturada, e defensora de causas tão nobres, levou-o a sentir paixão pela apicultura.
Há 30.000 espécies de abelhas e elas são os maiores potenciais de polinização do nosso planeta.
Falou que cada vez mais há necessidade de se fazer a polinização para haver mais frutos. 
Essa tarefa, é desempenhada nas estufas pelo abelhão por conseguir aguentar temperaturas mais baixas.
As obreiras vivem cerca de 60 dias porque estão sempre em actividade e nunca dormem.
A abelha mestra ou rainha vive em clausura, durante 5 anos a pôr ovos, dia e noite. É à obreira ama que compete a vigilância da postura dos ovos.
O zangão só come mel e é alimentado pelas abelhas. 
Eles nascem para acasalar com a rainha.
Para acasalar, a rainha sai uma única vez da colmeia e solta um perfume especial que atrai o zangão até 20 Km.
Elas voam em altura e os que conseguem acasalar morrem.
Os que sobram procuram entrar na colmeia mas as obreiras não deixam.
O enxame pode ser constituído por cerca de 50 a 60000 elementos e morrem ao usar o ferrão para salvar a família.
Respondeu às perguntas sobre as picadas das vespas e das abelhas informando que a picada da vespa é mais dolorosa e que usa o ferrão diversas vezes. 
Nas vespas comuns aparecem cerca de 15000 espécies. 
Surgiu a curiosidade de saber mais sobre a vespa asiática e então, o Apicultor Luís, mostrou algumas que passaram de mão em mão para serem observadas .
Segundo nos disse vieram da China agarradas nos materiais, instalam-se e tentam sobreviver. Se, se aproximam de um apiário têm ali o seu alimento. 
Embora carnívoras, também se alimentam de néctar e mel.
Foi um colóquio muito interessante que para além de se falar da estrutura complexa, mas ordenada, de uma colmeia em que há regras bem definidas que deixam o ser humano muito aquém, focou-se a importância nutricional e medicinal do néctar, do mel e do pólen.
Um agradecimento ao Dr. Luís e à Tapada de Mafra considerada Património da Humanidade.
                                                                        
                                                                             (Manuela Estêvão)